Arte e Decoração

Tudo combinando: arquiteta dá dicas para integrar melhor os ambientes da sua casa

Se preocupar com a harmonização entre os lugares da casa traz um ar mais confortável ao local

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

A integração entre ambientes é um aspecto importante para se levar em consideração na hora de decorar a sua casa. Com apartamentos cada vez menores, o espaço para receber os amigos merece uma atenção especial, para fornecer mais conforto possível para as visitas. A arquiteta Isadora Araujo, do Panapaná Estúdio de Projetos, traz dicas e pontos para focar na hora de decorar o apê e poder deixar o local bem harmonizado e bonito.

Foto: Rafael Roncato

Escolha dos móveis
Uma das primeiras questões quando o assunto é decoração de salas integradas diz respeito à mistura entre materiais. Segundo Isadora, “tudo depende do estilo eleito e muitas vezes o mix é o que torna um estilo único. Não há regra sobre essa mistura, desde que os tons dos materiais sejam harmônicos. Recomendo evitar a combinação de materiais naturais com artificiais que imitam seu acabamento, pois acaba ressaltando a artificialidade”, sugere a arquiteta.

Na seleção de móveis, a maior importância deve ser em relação à circulação, sem comprometer a passagem. Na sala de jantar também é preciso se atentar ao número de pessoas da casa, para que a necessidade mínima dos moradores seja atendida. “É a escolha da mesa que vai determinar o modelo de cadeira, sejam mais largas, altas ou estreitas, além de direcionar se haverá altura suficiente para braços ou não”, revela Isadora.

Ainda no jantar, móveis de apoio são bem-vindos para tornar o ambiente mais funcional, desde que sejam compatíveis ao tamanho do lugar. “O buffet é uma opção muito útil para salas de jantar. Quando não houver espaço, ou se for necessário esconder as costas de um sofá na divisão com o estar, um aparador sob medida é uma ótima solução e poderá fazer às vezes de buffet”, comenta Isadora.

Para o living, o sofá é o item de maior preocupação, afinal ele precisa ser o mais confortável possível. “É interessante pensar um modelo com chaise fixa ou não. Sobre tecidos, o que mais gosto de usar é o suede, com manutenção e limpeza tranquilas, além de trazer um toque e conforto térmico ao ambiente. A impermeabilização ajuda a prolongar a vida do tecido, principalmente em cores mais claras”.

Mesas de centro são excelentes elementos de apoio, porém merecem atenção devido ao pouco espaço dos ambientes, já que mudam completamente o fluxo da circulação. Deixe o item de fora se for prejudicar a passagem. As poltronas ou pufes também são indicados, dependendo do tamanho do ambiente, pois servem como assento extra ou apoio de pés, criando uma chaise mais flexível em ambientes menores.



Decoração para ambientes integrados
Os itens decorativos, como almofadas, tapetes, vasos e quadros são os mesmos usados em ambientes com divisórias, porém, assim como na escolha dos móveis, a decoração também precisa manter a harmonia visual entre os cômodos com diferentes funções.

Para o sofá, as almofadas devem trazer a personalidade dos moradores e compor com o restante da paleta de cores do ambiente. “Gosto de almofadas com tecidos confortáveis ao toque e de boa firmeza. Os tecidos devem remeter, sutilmente, ao tecido do sofá, seja pela cor ou pelo estilo”, conta Isadora. Plantas também são elementos versáteis e bem-vindos. “Neste caso, indico cactos, suculentas e jiboias, ótimas em ambientes internos porque demandam poucos cuidados.”

Outro item decorativo que pode entrar em cena são os quadros, seja atrás do sofá ou acima do buffet em salas de jantar. “São fundamentais para a decoração. As esculturas de parede também são ótimas alternativas para esses pontos. Outras opções são os pratos de parede, que voltaram nos últimos anos em uma roupagem mais moderna e com mensagens inspiradoras.”

Iluminação
Pensar em diferentes cenários de luz é uma forma de delimitar os variados usos dos ambientes. Enquanto a sala de estar pode pedir uma iluminação mais indireta, na mesa de jantar uma iluminação mais direta com um pendente oferece mais versatilidade. “Para salas integradas é interessante ter um estilo base geral, com spots, por exemplo, e pontos específicos definidos conforme o uso”, explica a arquiteta. Já na sala de jantar, além da iluminação geral, os pendentes criam um cenário mais intimista. “Temos um padrão ergonômico de 70 a 80 cm de altura da superfície da mesa para a instalação do pendente”, finaliza Isadora.