Carros

Veja cinco golpes mais comuns na compra de um seminovo

Adulterações e manipulação de defeitos do veículo estão entre os itens listados

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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A compra de um seminovo pode ser algo atraente por se tratar de uma negociação com preços mais acessíveis. No entanto, os preços tentadores podem se tornar uma armadilha para o comprador, principalmente quando o vendedor coloca um valor baixo para vender seu veículo com defeitos.

Fábio Pinto, CEO da Carflix, plataforma de compra e venda de seminovos, ressalta que todo cuidado é pouco na hora de comprar um carro usado. "Isto sem falar em golpes em que o consumidor antecipa o pagamento para o vendedor e não recebe o seminovo de volta”, explica.

Confira os 5 golpes mais comuns nesse tipo de negócio:


Consórcio Sorteado/contemplado:
Neste golpe, os vendedores anunciam um consórcio, já contemplado, disponível para aquisição. Basta o comprador pagar uma taxa de transferência de titularidade e outras taxas administrativas.

O esquema é comprovado para a vítima a partir de documentos falsos. Os golpistas desaparecem após o comprador fazer o pagamento da suposta taxa de transferência e na melhor das hipóteses a vitima acaba realmente entrando em um consórcio, mas terá que esperar o sorteio, como todos os outros participantes.

Esconder colisões:

Quando uma batida compromete parte da lataria é possível disfarçar para que não haja desvalorização do automóvel. Ao invés de fazer os reparos adequados, que são mais caros, coloca-se uma “massa” no local danificado e a pintura é feita por cima.

Para fugir desse golpe, é fundamental perceber a diferença de tonalidade do local onde houve a colisão e o restante do carro.

Quilometragem adulterada:

Adulterar a quilometragem é um dos golpes mais comuns. O ideal é que pedais, bancos, volante e câmbio não estejam nem muito gastos – indicando que o carro tem uma quilometragem maior do que parece – e nem muito novos – um revestimento muito novo pode ser feito a fim de mascarar desgastes.

Qualidade do pneu:

A expressão “nem tudo que reluz é ouro” pode ser aplicada aos pneus. Os golpistas limpam e aplicam produtos como silicone e reparador para aparentar que são novos, mas na realidade foram trocados recentemente e possuem desgastes muito severos.

Procurar pneus de marcas conhecidas no mercado, tomar cuidado com os modelos remold, que colocam em risco a segurança do motorista e passageiros. Usar as marcações originais do pneu, chamado de TWI (Tread Wear Indicator), que é o indicador de desgaste de rodagem do
pneu.

Veículo fantasma - entrada para segurar a venda:

Os golpistas anunciam o veículo por preço abaixo do mercado e em condições mais atrativas do que a concorrência. Quando o interessado entra em contato, costumam informar que o veículo se encontra em outro estado e divulgam fotos do automóvel e até convidam o consumidor a olhar pessoalmente o carro.

Nos próximos contatos, os golpistas informarão que receberam uma oferta de outro interessado e que estão prestes a fechar a venda. Para enganar o consumidor, é informado que só podem segurar o negócio por meio de um depósito ou transferência bancária. Desesperado para não perder a oportunidade, o comprador faz o que o golpista pede e perde o dinheiro, pois o golpista irá sumir sem dar aviso.