Carros

Veja os sete mandamentos para comprar um seminovo sem tomar prejuízo

Você precisa ficar atento a documentação, a qualidade do veículo, ao preço e as possibilidades de pagamento

Lívia Oliveira (livia.oliveira@redebahia.com.br)
- Atualizada em

Está pensando em comprar um seminovo? Você precisa ficar atento a documentação, a qualidade do veículo, ao preço e as possibilidades de pagamento para não ficar no prejuízo. Vale ainda visitar feirões de seminovos, pois a reunião de diferentes revendedoras de veículos possibilita o cliente comparar vantagens de compra e pós-venda. Para te ajudar nesse processo, o iBahia separou as melhores dicas de especialistas do ramo automotivo.

O iBahia preparou essa matéria motivado pelo 'Feirão Duelo dos Seminovos', que será realizado neste final de semana  (08 a 10 de fevereiro), no estacionamento do hipermercado Extra, localizado na Avenida Paralela.

Foto: reprodução
1. Exija o laudo cautelar
O laudo cautelar certifica que o carro está bem avaliado para revenda. "A análise técnica informa a autenticidade das numerações de chassi, motor, carrocerias e ainda informações sobre a placa, multas, alienações e se o veículo sofreu batida", alertou Ari Junior,  presidente da Associação dos Revendedores de Veículos da Bahia (Assoveba). Você pode exigir o documento à própria revendedora. 

2. Alerta preço

De acordo com o presidente da Assoveba, a pessoa que deseja adquirir um veículo precisa fazer pesquisa de preço com base na tabela Fipe ( Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e até entre as próprias revendedoras, que podem oferecer descontos na venda. "O preço do carro pode ser diferente do indicado na tabela Fipe por algumas razões, como a alta quilometragem".

3. Análise de carroceria e mecânica

Você precisa averiguar a qualidade do veículo antes da compra. De acordo com o engenheiro mecânico Gildson Dantas, é possível analisar a carroceria e a mecânica do carro para não adquirir gato por lebre.
- Verifique se tem pontos de ferrugem, arranhões e mossas;
- Rode com o carro para perceber ruídos e comportamentos estranhos;
- Verifique o estado dos pneus, a presença de vazamentos;
- Observe as condições do estofamento;
-Verifique na transmissão ruídos e dificuldades de engate;
- Verifique folga de direção;
- Teste sistema elétrico e sinalização (buzina, lanternas, faróis, setas, limpadores de para-brisa e luzes de freio, alerta e ré);
- Verifique o nível de óleo do motor e do fluído do freio;
- Verifique o estado das palhetas dos limpadores do para-brisa
- Observe a qualidade dos cintos de segurança;
- Teste os freios.

4. Escolha da revendedora
Toda revendedora de veículo tem obrigação por lei de fornecer três meses de garantia total para qualquer dano, independente do carro ter garantia de fábrica ainda ou não. Na hora da compra, observe as possibilidades de financiamento e os "benefícios" que a revendedora oferece. A loja pode oferecer o veículo com IPVA, DPVAT e documentação de transferência regularizados.



5. Não caia no golpe da quilometragem adulterada

Você precisa ter cuidado para não comprar um carro com a quilometragem percorrida menor que a real. Para te ajudar a não cair em cilada, o engenheiro mecânico garante que é possível identificar alterações em pequenos detalhes. "Verifique e compare a quilometragem informada no manual do proprietário, a quilometragem no adesivo de troca de óleo; observe se tem desgaste excessivo do volante, dos pneus, das capas dos pedais de freio, acelerador e embreagem. Vale ainda checar os pneus dianteiros e traseiros são da mesma marca e modelo, já que essa peça precisa ser substituída após alcançar determinada quilometragem", explicou Gildson Dantas.

6. Análise mais que o preço

Antes de escolher um carro, você precisa prestar atenção ao custo pós-compra. A vantagem do seminovo, e de qualquer compra de veículo, depende do preço de manutenção, do seguro, valor do emplacamento e a facilidade de encontrar peças.

7. Não esqueça de levar para o feirão

Para quem já está decidido a comprar um carro no feirão, vale levar os documentos exigidos na compra e um valor de sinal de compra. "Carteira de habilitação, comprovante de residência e um sinal de entrada mínima de R$ 1.000, que pode ser pago em espécie ou com cartão de crédito ou débito", orientou Ari Junior.