E. C. Bahia

'Cada um precisa fazer sua reflexão', diz Bellintani sobre BaVi

Presidente tricolor voltou a falar sobre as confusões que interromperam o clássico antes do tempo regulamentar

Gabriel Rodrigues, do Correio 24 horas (gabriel.rodrigues@redebahia.com.br)

Um dia depois das confusões no clássico Ba-Vi que terminou aos 35 minutos do segundo tempo, o ambiente estava muito mais tranquilo no Fazendão. Na tarde desta segunda-feira (19), o elenco se reapresentou e o presidente Guilherme Bellintani falou sobre os fatos ocorridos na partida, no Barradão. Antes do início da atividade, Bellintani se reuniu com os atletas. Segundo ele, a conversa uma reflexão sobre o clássico. 

Bellintani afirma que momento do Bahia é de serenidade após confusões que marcaram o Ba-Vi (Felipe Oliveira/EC Bahia)

“A conversa foi franca, no sentido de aprendizagem, de cada um avaliar sua postura e daqui para frente a gente traçar correções de rumo a cada um nos casos dos erros”, disse Bellintani. 

“Grande parte dos atletas se envolveu na confusão com o objetivo de separar, de amenizar e isoladamente um ou outro chegou a ter um conflito mais direto e, pelo que a gente viu nas imagens, tinha o objetivo maior de defender os colegas. Não estou aqui eximindo de responsabilidade de um ou outro atleta do clube”, continuou o presidente tricolor. 

Sem contato com o Vitória

Questionado se já havia conversado com dirigentes do Vitória, Bellintani reafirmou a boa relação que tem com a cúpula rubro-negra, mas disse que o momento é de cada um seguir os seus passos e, depois, se unirem para fazer o futebol baiano mais forte. Bellintani foi perguntado também sobre a leitura labial feita na conversa entre o técnico Vagner Mancini e o zagueiro Ramon, que mostra o treinador passando a orientação para que Bruno Bispo recebesse o segundo amarelo. 

De acordo com Bellintani, estava claro que a ordem para encerrar o jogo havia saído do banco do Vitória. "Isso para a gente estava muito claro desde ontem, não só o pedido do treinador para encerrar o jogo, a expulsão forçada. Mas também todo o movimento extracampo. Os atletas estavam saindo do banco e procurando algum tipo de informação fora do campo. Não acredito de fato que tenha partido da diretoria [uma orientação] ou qualquer menção ao encerramento antecipado do jogo. Não acredito, pela tradição e tamanho do Vitória. Mas desde ontem já estava claro que havia, sim, uma informação transmitida pelo treinador para dentro de campo, no sentido de provocar uma expulsão deliberada. Para nós não foi surpresa", declarou.