E. C. Bahia

Gols de Itinga e triunfo do São Paulo garantem o Bahia nas quartas de final da Copinha

Tricolor conseguiu reação contra o Flamengo, mas foi derrotado no pênaltis e precisou torcer para o time paulista para avançar

Daniela Leone (daniela.leone@redebahia.com.br)
- Atualizada em
Seu Denaldo e dona Maria Luci batizaram o filho de Geovane, mas todo mundo o conhece mesmo é por “Itinga”. E foi com o apelido que ele assinou os dois gols do Bahia no empate em 2x2 com o Flamengo, neste domingo (17), no estádio Comendador Souza, pela Copa São Paulo de Futebol Júnior. A pontaria do atacante, 17 anos, foi responsável pelo avanço tricolor às quartas de final do torneio.    
O Bahia perdia por 2x0 quando Itinga mudou a história do jogo. Marcou aos 39 e aos 40 minutos do 2º tempo e levou a decisão para os pênaltis. Ele converteu o dele, mas Alisson Borges, Júnior e Clayton desperdiçaram. A derrota por 5x4 nos pênaltis, no entanto, não encerrava a participação do Esquadrãozinho na competição.

O empate construído por Itinga no tempo regulamentar garantiria a classificação caso o São Paulo vencesse o jogo contra o Rondonópolis. Em partida marcada por confronto entre torcida organizada e Polícia Militar, a equipe paulista bateu a matogrossense por 4x0. O Bahia segue vivo na Copinha e vai enfrentar o América-MG nas quartas, em data ainda não divulgada.

Autor de dois gols, Geovane recebe o abaraço do companheiro. Bahia está classificado para as quartas
(Foto: Ale Vianna/Estadão Conteúdo)
Surpresa “Superamos as expectativas e chegamos muito longe com uma equipe muito nova. Acredito que a gente pode chegar na semifinal”, afirma o técnico Edson Fabiano, confiante. A Copa São Paulo é disputada com equipes sub-20, mas o Bahia optou por mandar o time sub-17 nesta edição para que o elenco júnior pudesse ter férias e realizar a pré-temporada no mesmo período do profissional. Nascido e criado no bairro de Itinga, onde se localiza o Fazendão, Geovane ganhou o apelido do técnico Luciano Moura, que o treinou na equipe sub-13. “Tinha dois Geovanes no time e aí ele começou a me chamar pelo nome do meu bairro”, conta o atleta. “Eu não gostava, porque não achava bonito, mas todo mundo começou a me chamar assim, até em transmissão. Aí agora eu tô gostando de levar o nome do meu bairro pro Brasil inteiro”, diz o jogador, que quando criança costumava subir no muro da casa onde mora pra ficar assistindo aos treinos do Fazendão. Itinga passou a frequentar o centro de treinamento vizinho aos 12 anos. Jogou contra o Bahia pelo time da escolinha onde treinava e tratou de conseguir o convite ao marcar dois gols. Entrar não foi tão difícil. Já se firmar... “Fui dispensado de quatro a cinco vezes, perdi até as contas. Nunca falaram o motivo, mas quando tinha teste me chamavam. Eu ficava um tempinho e depois era dispensado de novo”.Se firmou na hora certa e ganhou confiança. Agora, se diz até pronto para um chamado do técnico Doriva. “A gente tem passado por dificuldades aqui e estamos sabendo suportá-las. Isso a gente também encontra no profissional. Estou preparado sim e se o professor optar por me subir eu tô pronto”, avisa o atleta, que tem contrato com o Bahia até 2017. Por enquanto, o foco é na Copa São Paulo. O América-MG que se prepare. “Itinga é barril, sim”, avisa o camisa 9 tricolor.
Correio24horas