E. C. Bahia

João Marcelo rechaça rótulo de heróis a jogadores do Bahia por fuga da degola

Para zagueiro campeão nacional no Tricolor, é preciso ter calma na hora de exaltar atletas e pede reformulação do elenco

Redação iBahia (esportes@portalibahia.com.br)
João Marcelo participou do programa Playoff, do iBahia

Campeão brasileiro com a camisa do Bahia, o ex-zagueiro João Marcelo reconhece o mérito dos jogadores que livraram o time do rebaixamento em 2013, mas pede calma na hora dos elogios. Para o atual auxiliar técnico, não dá para dizer que o elenco do Tricolor é formado por heróis após o feito de fugir da degola, mesmo em um ano de intervenção política no clube.


"Acho que não tem heroísmo nenhum nisso. Até porque, se o Bahia ficou nessa situação, foram os jogadores que colocaram o Bahia nessa situação. Acho que eles não fizeram mais do que a obrigação. Acho que a intervenção teve influência sim, essa indecisão de não ter presidente, é preciso ter alguém ali na frente, isso interferiu muito, mas a montagem lá atrás do elenco foi um erro. Um clube que tem a história do Bahia não deveria estar passando pelo que passou, mas acho que tem que dar parabéns, terminaram honrosamente, mantendo o Bahia na primeira divisão", opinou João Marcelo, durante sua participação no programa Playoff da última segunda-feira (2).


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O ex-jogador explicou que chamar os atletas do atual elenco de heróis pode ter uma consequência ruim para o clube. "Se você levar a palavra heroísmo aqui, vai aparecer aquela coisa de 'ah, mantém esse mesmo plantel para o ano que vem'. Vai achar que fez algo acima do que o torcedor esperava. E não foi feito. Então por isso que eu estou falando, tem que fazer uma reformulação desse grupo".


Para completar, João Marcelo lembrou o título de 1988 para falar da exigência que o torcedor pode ter sobre o clube. "Antigamente eu ouvia muito que oitavo lugar era muito bom. Quando eu passei a jogar no Bahia graças a Deus eu tive a felicidade de ter sido campeão brasileiro. E no Vitória de ter sido vice-campeão brasileiro. É analisar bem, sentar com o gestor, ver o que vai ser feito em 2014 para que não seja o quarto ano que o Bahia brigue para não cair".