E. C. Bahia

'Precisamos manter os pés no chão', diz Rodrigão

Atacante ainda é dúvida para o duelo de domingo, contra o Avaí, mas garante que fará de tudo para entrar em campo

Miro Palma, do Correio 24h (miro.palma@redebahia.com.br)
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Contratado para ser o homem-gol do Bahia no Campeonato Brasileiro, o centroavante Rodrigão, 23 anos, deu o cartão de visitas logo na estreia como titular, marcando dois gols diante da Ponte Preta. No lance do segundo tento, ele teve uma luxação no dedão do pé, mas garante que irá fazer de tudo para estar em campo amanhã, às 19h, contra o Avaí, no estádio de Pituaçu. Em um bate-papo rápido, o camisa 39 analisou seu início no tricolor e falou sobre os objetivos na Série A. Confira:

Rodrigão, no seu primeiro jogo como titular, você conseguiu fazer dois gols e ajudar o Bahia a quebrar um jejum de sete jogos. Foi a estreia dos sonhos, como todo goleador gosta?    

A estreia foi muito boa, sim. Não é sempre que dá pra fazer dois gols num mesmo jogo, ainda mais contra a Ponte Preta, fora de casa. Estou muito feliz em poder jogar pelo Bahia, que é um clube que tenho um carinho especial, e mais feliz ainda em poder ajudar o time com gols. 

Depois do jogo, você levou duas bolas pra casa, uma pra cada gol. Vai guardar de recordação ou foi um pedido especial de alguém?         

Com certeza elas vão ficar comigo. Essas bolas já estão guardadas em casa e ninguém vai tirar elas de lá. 

A torcida do Bahia costuma se identificar com jogadores que têm o seu estilo, os chamados ‘fazedores de gol’. Essa é sua meta no Bahia: fazer gol?
O meu objetivo principal é jogar com regularidade e ajudar o Bahia a fazer um bom Campeonato Brasileiro. Claro que a minha função principal é fazer gols, mas sei que se eu trabalhar direito, eles vão sair naturalmente nas partidas.  

Esse triunfo por 3x0 muda o ânimo do Bahia? É a hora de pegar uma boa sequência e embalar no campeonato? 
Foi um resultado muito importante para o time. Quando eu jogava no Santos, enfrentei a Ponte Preta algumas vezes em Campinas e não é fácil vencer eles lá. A torcida apoia muito e o time cresce bastante, mas provamos que temos condições de brigar de igual para igual com a maioria dos clubes do Campeonato Brasileiro. Agora, precisamos manter os pés no chão e trabalhar para seguir melhorando a nossa posição na tabela. 

O fato de o Bahia só ter um homem de referência disponível no momento te deixa mais pressionado ou você encara isso como uma espécie de incentivo?
O Bahia é um grande clube e possui vários jogadores de qualidade no elenco. Eu cheguei para ajudar e estou muito motivado, mas não penso se tem outros jogadores da minha posição ou não. Sei que preciso trabalhar bem e mostrar que posso ser útil. 

Por fim, você teve uma luxação no dedo no último jogo, mas disse que quer jogar contra o Avaí. O torcedor do Bahia pode comprar o ingresso tranquilo?
Ali na hora doeu muito e achei que tivesse quebrado o dedo, mas foi apenas uma luxação. Se eu tiver a mínima condição de jogar no domingo contra o Avaí, estarei em campo.