E. C. Bahia

Troca de técnicos, sequências opostas e jejum fora de casa: a série B do Bahia

Tricolor teve altos e baixos durante a competição e não faltou emoção para o torcedor

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
O que pode mudar em um time durante uma temporada? No Bahia, muita coisa. Depois de frustrar a torcida em 2015 e não conseguir retornar à Série A do Campeonato Brasileiro, o Tricolor vacilou tanto no Campeonato Baiano ao perder o título para o Vitória e quanto na Copa do Nordeste quando caiu na semifinal para o Santa Cruz. Depois disso, o discurso era um só: o foco é o retorno à primeira divisão. Até alcançar o objetivo, no entanto, o Esquadrão viveu altos e baixos, mudanças de técnicos, conviveu com o apoio da torcida, teve dificuldades para saber o que era ganha fora de casa e um bom desempenho como mandante.Sai Doriva, entra Guto
O Bahia começou o campeonato sob o comando do técnico Doriva, que treinou o time durante 10 partidas da Série B. Após fracassar no Campeonato Baiano e Copa do Nordeste, a paciência do torcedor com o técnico já era mínima. Foi a derrota contra o Londrina, em casa, que selou a demissão do treinador – antes disso, o Tricolor havia perdido para o Criciúma por 3 a 2, em Santa Catarina.Com Doriva fora de cena, o Bahia ainda chegou a ser comandado em dois jogos – duas derrotas para o Tupi e Brasil de Pelotas – pelo técnico interino Aroldo Moreira. Guto Ferreira havia sido o primeiro nome pensado pela diretoria tricolor e deu certo. O técnico deixou a Chapecoense, em bom momento na Série A, para comandar o time baiano na segunda divisão.No começo, no entanto, Guto não teve vida fácil. Para quem esperava uma mudança de postura e de resultados, a realidade foi diferente. O triunfo diante do Oeste até chegou a animar a torcida, mas depois veio uma sequência de mais três jogos sem vencer – duas derrotas e um empate. Foi só na 20ª rodada, no início do segundo turno, que os triunfos passaram a ser mais constantes sob o comando do treinador.Péssimo visitante
Se o Bahia conseguiu chegar no G-4, o fato se deve à campanha na Arena Fonte Nova. Se dependesse dos pontos conquistados fora de casa, o Bahia teria campanha de rebaixado. Em apenas três ocasiões o tricolor conseguiu vencer fora de casa, o 2 a 0 diante do Goiás, o 3 a 0 sobre o Avaí e o 1 a 0 sofrido diante do Vila Nova.
Para o torcedor, era um eterno “banho de água fria”. O Bahia vencia em casa, e se aproximava ou entrava no G-4. Ia para outra cidade, perdia e voltava a dificultar a vida. Em algumas situações, o Tricolor chegou até perto de uma vitória. Contra o Criciúma, ainda sob o comando de Doriva, o time baiano viu o clube catarinense virar a partida e da pior maneira possível: o Bahia vencia até os 37 do segundo tempo. Contra o CRB a situação foi parecida. Vencendo por 2 a 0, com um jogador a mais, o Esquadrão cedeu o empate e saiu com gosto de derrota de Alagoas. Sequências opostas
Se tem um time que teve dois turnos opostos na Série B, esse time é o Bahia. Na primeira metade da competição o tricolor oscilou e foi de encontro a toda expectativa da torcida ao, em oito jogos, ganhar apenas uma partida, perder seis jogos e empatar um. A sequência ruim fez o Tricolor fechar o turno apenas na 10ª posição. A esperança dos tricolores foi renovada com um bom início de segundo turno. O Bahia venceu fora de casa – o que não acostumava acontecer – o Avaí por 3 a 0 na primeira rodada do returno. Mas foi na reta final do campeonato que o time deu uma arrancada essencial para alcançar o G4. Da 30ª a 37ª rodada da competição, foram seis vitórias e dois empates. Alguns jogos para lá de emocionante. Foi aos 47 minutos do segundo tempo que Hernane fez o gol do triunfo diante do Sampaio Corrêa, no último minuto Edigar Junio empatou contra o Luverdense e aos 42 Renato Cajá garantiu a vitória tricolor diante do Bragantino. Em casa: campanha de campeão
Como já foi dito, durante toda Série B o Bahia foi um péssimo visitante. Mas, em contrapartida, foi um mandante que deixar qualquer torcedor orgulhoso. Na Fonte Nova – ou em Pituaçu, já que o clube disputou um jogo no estádio – foram duas derrotas, dois empates e 15 triunfos e chegou a marca de 82,5% de aproveitamento. No segundo turno, o grupo sequer empatou na Arena. A campanha como mandante, para se ter uma ideia, poderia ser de um time que briga pelo título. O Palmeiras, líder da série A, até então, tem 13 vitórias no Allianz Parque, quatro empates e uma derrota.