E. C. Vitória

Argel tem histórico de rixa com a Chapecoense: 'Ninguém chuta cachorro morto'

Treinador, que já passou pelos três grandes de Santa Catarina, coleciona polêmicas com o alviverde

Moysés Suzart (moyses.suzart@redebahia.com.br)

Batman e Coringa, gato e rato, Vitória e Bahia, Romário e Túlio, Argel Fucks e Chapecoense. Adversários, rivais que se respeitam, mas se provocam eternamente. Uma mistura de amor e ódio contínuos. No jogo deste sábado (1º), pelo menos para o Vitória, a Chapecoense é só mais um adversário entre os 11 que faltam na Série A. Para o técnico Argel Fucks, porém, é um rival que já gerou muitas resenha e confusão. Em Santa Catarina, o alviverde é o único clube entre os grandes de lá em que Argel não treinou.

Basta misturar o nome Argel Fucks com a Chapecoense no Google para listar um menu completo de confusões. Em uma delas, no Catarinense de 2015, após vencer a Chapecoense no jogo de ida, Fucks treinava o Figueirense e teria dito: “Não me preocupo com o jogo de volta, certamente será outra vitória, lá é campo neutro, não tem pressão nenhuma”. Argel nega, apesar de outras confusões com a diretoria do alviverde. O certo é que quase sempre o técnico do Leão é recebido com uma sonora vaia na Arena Condá.
Argel orienta os jogadores do Vitória durante treino no Barradão. Amanhã, o Leão encara a Chapecoense em Santa Catarina (Foto: Arisson Marinho/Arquivo CORREIO)


Mais um motivo para novas alfinetadas de Argel. “A torcida, eu tenho respeito em qualquer lugar que eu vou. Mas quando você entra no estádio adversário e a torcida de lá te xinga todo, é sinal que você tem o respeito deles. Ninguém chuta carrocho morto, né? Quando eu era jogador era assim, quando me tornei treinador foi da mesma forma. É normal”, disse o técnico rubro-negro.

Bola aérea
Argel tenta apaziguar a rivalidade. Para ele, todo o tumulto não passa de um mal-entendido e cita dois exemplos. No primeiro, o Vitória treina hoje no CT da Chapecoense. O segundo exemplo é pessoal.

“Conheço bem a Chapecoense. Minha esposa é de Chapecó. Tenho parentes lá. Tenho respeito muito grande pela cidade e pelo clube. Conheço eles, mas eles também me conhecem e sabem meu jeito de trabalhar. Já enfrentei a Chapecoense várias vezes. Eles vieram aqui no Barradão e conseguiram se impor diante do Vitória e venceram. A gente também tem condição de chegar lá e buscar o jogo. Fazer nosso trabalho”, despista. No primeiro turno, a Chape ganhou por 2x1 do Vitória ainda treinado por Mancini.

Conhecendo bem o adversário, Argel aproveitou a semana para se proteger da melhor arma da Chapecoense: as bolas altas. “Eles possuem uma bola aérea muito forte. Escanteio, falta, eles aproveitam tudo para jogar na área. Por isso vocês viram eu treinando muito isto, tanto defendendo quanto atacando. Temos que surpreender, pois nós também estamos fortes nas bolas paradas. Contra o Inter e São Paulo, vencemos assim. E vamos buscar o resultado desta maneira também”, adianta.

O Vitória está em 15º lugar com 32 pontos, dois pontos à frente do Cruzeiro, que abre a zona de rebaixamento. O Figueirense é o 16º, com 31.

Correio24horas