E. C. Vitória

Caíque fala de tristeza ao falhar e emoção após pênaltis: 'chorei'

Jogador ainda brincou: 'meu filho quase nasce antes do tempo, no camarote do Barradão"

Fernanda Varela, do Correio 24 horas
O goleiro Caíque, que viveu um verdadeiro inferno após o jogo de ida da Copa do Brasil, em Porto Alegre, quando teve uma falha feia que culminou na derrota do Leão por 2x1 para o Inter, se redimiu no duelo de volta e, agora, conhece o doce sabor de se sentir no céu, como ele define.
Os rubro-negros, que ainda estavam chateados com o vacilo do camisa 23, precisaram deixar as rusgas de lado e depositar confiança no garoto de 20 anos, afinal, o destino do Vitória na Copa do Brasil estava, literalmente, nas mãos dele. Foi um dia de muita emoção, e o melhor: com um final feliz.
Religioso, Caíque agradeceu a Deus pelo que passou e pela superação em campo (Maurícia da Matta/EC Vitória)
No jogo decisivo, o jovem fez boas defesas e garantiu a proteção da meta rubro-negra no tempo regulamentar, que terminou em 1x0, com gol de Neilton, e permitiu que o Vitória seguisse para a disputa de pênaltis. Na hora decisiva, não tremeu, defendeu duas cobranças e viu o time avançar de fase. 
 “Eu vivi mais uma experiência na minha vida. Eu sempre falo que o céu e o inferno estão muito próximos. Eu estava na obrigação de poder ajudar, por ter cometido um erro, uma fatalidade. Erros acontecem, vão acontecer, isso é futebol. Levei uma lição na minha vida, que você pode cair várias vezes, mas, com certeza, em alguma hora, você vai levantar. Pude me erguer novamente. Eu entrei tranquilo, frio”, avalia o jogador.
Após a disputa, Caíque chorou. Cristão, olhou para o céu, agradeceu e teve a certeza de que estava amparado por Deus. “Naquele jogo de ida, Deus tirou meu brilho, minha confiança. Na volta, me deu tudo em dobro. Meu espírito renovou mais ainda. Naquele momento, eu chorei pela dificuldade que passei, pelo peso que eu ia carregar,  caso a gente não se classificasse, pela minha falha. Deu tudo certo. Minha mãe ficou muito feliz, meu filho quase nasce antes da hora, no camarote do Barradão, mas está tudo bem. Isso é futebol”, revelou.
Caíque, que ganhou a posição do experiente Fernando Miguel, comemora a sequência como titular. “A confiança voltou novamente. As oportunidades que estão surgindo para mim estou abraçando com o maior prazer de jogar. Essa sequência de jogos eu só tive em 2016 para 2017... E agora estou tendo mais sequência de jogos, e isso é importante para mim”. 
Só jogão
A lição foi aprendida. E é com o tanque abastecido de confiança que Caíque precisa chegar para as oitavas de final da Copa do Brasil, porque vem pedreira por aí. Em sorteio, ficou definido que o Vitória vai encarar o Corinthians na próxima fase. O duelo de ida será em Salvador, enquanto o confronto de volta, que definirá quem avança às quartas de final, será em São Paulo.  Os jogos serão em duas dessas datas: 25/4, 2/5, 9/5, 16/5 ou 23/5.
Antes, o Vitória volta a focar a atenção no Campeonato Brasileiro. Neste domingo (22), o rubro-negro joga contra o Atlético Mineiro, às 16h, pela segunda rodada. O jogo será no estádio Independência, em Belo Horizonte. No primeiro jogo do campeonato, o Leão empatou com o Flamengo em 2x2, no Barradão.