E. C. Vitória

Jogadores de 2007 relembram último acesso e dão força ao time atual

A última vez que o clube festejou o acesso à Série A do futebol nacional foi em 2007

Daniela Leone (daniela.leone@redebahia.com.br)
- Atualizada em
Joãozinho esteve no time de 2007

“Primeira, primeira, primeira, eu sou da primeira!”. Se tudo der certo, daqui a algumas horas os rubro-negros vão voltar a entoar esse grito no Barradão. A última vez que o clube festejou o acesso à Série A do futebol nacional foi em 2007. “Lembro que estava lotado naquele dia, tinha muita gente mesmo, foi um dos dias que vi o Barradão mais lotado. E o torcedor demorou de sair do estádio”, recorda o zagueiro Wallace, revelado na base do Vitória. “Espero que possa ser assim de novo”, torce o hoje defensor do Corinthians.

Naquele 17 de novembro, 34.943 torcedores coloriram a arquibancada do Barradão e curtiram um espetáculo antes da bola rolar. Dois helicópteros pousaram no campo com as cantoras Ivete Sangalo e Daniela Mercury. Rubro-negras declaradas, as rainhas do axé comandaram o início da festa do acesso.

O Vitória já tinha garantido a classificação na rodada anterior, a antepenúltima, ao golear o CRB por 4x1, e só empatou com o Remo em 1x1. O resultado não atrapalhou a festa, e um trio elétrico parado na porta do estádio estendeu a comemoração.

Wallace figurou mais no banco, mas as partidas em que atuou foram fundamentais para ajudá-lo a se firmar no time no ano seguinte. Enquanto ele ganhava experiência, o atacante Joãozinho vivia a melhor fase de sua carreira. Com 18 gols, foi o artilheiro do time e peça fundamental no acesso. A pontaria estava tão afiada que o Vitória teve o melhor ataque (68 gols), apesar de ter se classificado em 4º lugar. 

Joãozinho

“O mais importante daquela Série B foi a união. A gente tinha prazer de estar ali todo dia, de acordar cedo pra trabalhar. Nosso time era tão unido que não teve nenhuma briga”, pontua. “A gente sabia do potencial de cada jogador e o que foi fundamental é que o time campeão baiano foi o que jogou a Série B. Não teve mudança como agora. A base foi a mesma, que era Jackson, Apodi, Vanderson, Bida, o zagueiro Jean e eu no ataque”, destaca. 

Joãozinho só guarda na memória um momento de instabilidade. “Foi quando perdemos do Criciúma de 2x0. Aí, jogamos contra o Brasiliense e perdemos de 6x0. Caiu o Givanildo. Mas depois a gente ganhou do Coritiba de 3x1 e o ambiente ficou mais tranquilo”, lembra. Em 2007, o Vitória terminou o campeonato com 59 pontos, mas já tinha garantido o acesso ao somar 58. Na atual temporada, o time tem 70 e, a depender do resultado do São Caetano (68), pode precisar de mais um pra subir.

Joãozinho passou os últimos três meses jogando no Vietnã e se surpreendeu quando retornou para Salvador na semana passada e viu que o Vitória ainda não tinha garantido o acesso à Série A. “O interessante é que quando eu fui o Vitória era líder. Aí pensei: ‘já subiu e ainda é campeão’. Aí, quando voltei, vi que o Vitória tava na briga. Surpreendeu”.

Apesar dos altos e baixos, o artilheiro de 2007 está confiante. “Se estivesse no grupo iria pensar que só depende da gente, até porque o Ceará está pensando no ano que vem”.

Às vésperas de inaugurar um restaurante na Praia do Flamengo, Joãozinho não sabe se vai conseguir ver o jogo. Já Wallace garante não desgrudar da televisão durante o 1º tempo. Vai jogar contra o Santos às 18h30, mas promete uma torcida especial até a hora de ir para o Pacaembu. “Vou estar na concentração e só vai dar pra acompanhar o 1º tempo, mas no vestiário já dá pra saber o resultado. Assisti à maioria dos jogos e estarei torcendo, não tenho o que esconder, sou louco pelo clube. O Vitória já era pra ter subido no jogo contra o Joinville e não tenho dúvida que contra o Ceará o acesso vai ser selado”.

Para aumentar a saudade daquele time, a ficha do jogo que selou o acesso - 4x1 no CRB, no Barradão: Ney, Apodi (Alex Santos), Anderson Martins, Jean e Daniel; Ramirez, Chicão, Bida e Jackson (Marquinhos); Joãozinho e Sorato (Willians). Técnico: Vadão.