E. C. Vitória

Mancini explica lei do silêncio: 'os atletas são meus filhos'

Desde o Ba-Vi, jogadores e técnico do Vitória só dão entrevista após as partidas e não falam do clássico

Fernanda Varela, do Correio 24h

Desde que o clássico Ba-Vi foi marcado por uma briga generalizada e um término de partida antes do esperado, já que o Vitória ficou com apenas seis atletas em campo, o elenco rubro-negro adotou a lei do silêncio. Passou por uma semana de treinos fechados e sem entrevistas; comunicou à imprensa presente no jogo seguinte, contra o Jacuipense, que ninguém do clube responderia às perguntas sobre o clássico; e seguirá nessa mesma linha, com exceção desta segunda-feira (26), quando o meia Guilherme, que não atuou na polêmica partida, falará. Ele foi autor de um dos gols na goleada por 5x1 contra o Jequié, domingo (25).

Foto: Maurício da Matta/EC Vitória
Ciente que o Ba-Vi ganhou repercussão mundial e que a polêmica ainda está em debate, o técnico Vagner Mancini admitiu tentar blindar o elenco e explicou o porquê. "Os atletas são meus filhos, e não é porque são meus filhos que são sempre elogiados. Até porque, na educação, a gente tem que ser severo. Acho que, a partir do momento em que se exige que eu seja pai, sou pai. Quando for para ser psicólogo, tento ser. Quando exigem que eu seja duro, serei, como já fui muitas vezes. Mas que isso fique internamente. Não pode expor ninguém, essa não é a minha linha de trabalho. A minha linha é ter a coragem de olhar nos olhos das pessoas, e assim é o nosso ambiente", afirmou.


O técnico também será julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Bahia (TJD-BA), após ter sido denunciado pela promotoria por  “ferir a ética disciplinar e suspender” o Ba-Vi precocemente. Além dele, serão julgados os jogadores Kanu, Denílson, Rhayner, Yago, Fernando Miguel, Bruno Bispo, Ramon e André Lima, além do supervisor de futebol Mário Silva e do próprio clube. Do lado do Bahia, a procuradoria ofereceu denúncia contra os jogadores Vinícius, Edson, Rodrigo Becão e Lucas Fonseca. O julgamento será na terça-feira (27).

Após a goleada contra o Jequié, que deu ao Leão a liderança do Campeonato Baiano, Mancini falou também sobre a união dos seus atletas após toda a confusão do Ba-Vi. "Neste momento, a gente tem que mostrar para todos um bom futebol, para que possa apagar qualquer coisa que tenha sido vista no clássico. Mas, acima de tudo, temos que demonstrar união em campo. Um time que quer chegar tem que ser assim, fazer gol, vibrar com todo mundo. Em campo e no dia a dia, a gente é muito pressionado. Então é a forma que temos para que isso saia de uma forma positiva", concluiu.