E. C. Vitória

Na Fonte Nova, Vitória precisa bater meta para não ter prejuízo financeiro

Torcida tem comparecido aos jogos do clube na Arena e média é mais que o dobro do Barradão

Angelo Paz (angelo.paz@redebahia.com.br)

Feliz na Fonte Nova, chamada até de casa de veraneio pelos rubro-negros, o Vitória voltará ao Barradão após mais de um mês no sábado, quando enfrenta o desesperado Boa, às 16h30. Retorno só por um jogo, já que a diretoria solicitou e foi atendida pela CBF para alterar o mando do confronto diante do Paraná, na outra sexta-feira, dia 16, às 21h30, para a Fonte Nova, onde o rubro-negro vem de três triunfos seguidos sobre Mogi Mirim, Paysandu e Bahia. 

Uma sequência decisiva para o Leão ficar tranquilo na corrida pelo acesso na Série B e também para nortear a decisão da diretoria de voltar à Arena, onde, nos cálculos da diretoria, o Vitória precisa colocar um mínimo de 8 mil pagantes para valer a pena financeiramente deixar de jogar no Barradão. 

Isso porque, em seu estádio, o clube tem uma despesa bem menor, assim como a arrecadação, por causa do valor do ingresso mais barato e da média de público mais baixa.  Em dois jogos como mandante na Fonte Nova (Mogi Mirim e Paysandu), a média de público foi de 19.486 pagantes, mais que o dobro da média nas 12 partidas no Barradão, de 9.491.

Para se ter ideia, na Fonte Nova o Vitória levou um público de 16.025 pagantes diante do lanterna Mogi Mirim em uma terça-feira à noite, quando gastou R$ 202.361,86 na goleada por 4x1. Com isso, a renda bruta de R$ 417.707 foi líquida de R$ 215.345,14.




Leão vai voltar à Fonte Nova para enfrentar o Paraná (Foto: Arquivo/Correio)


A efeito comparativo, a derrota para o líder Botafogo por 2x1, que aconteceu em um sábado à tarde, teve público semelhante no Barradão, que contou com 15.634 pagantes. Na ocasião o clube teve uma despesa de R$ 148.628,30 e ficou com R$ 224.661,70 de uma renda bruta de R$ 373.290. E se tratando de um jogo às 21h30 de uma sexta-feira, caso do duelo contra o Paraná na semana que vem, a expectativa de público da diretoria é bem maior no Centro do que em Canabrava.

“Tem essa despesa, o investimento financeiro é importante para nós, mas vale a pena quando você tem outros fatores a considerar, particularmente esse horário noturno do jogo contra o Paraná numa sexta-feira. Agregou uma série de fatores positivos: fator financeiro, comodidade da torcida, o próprio piso nos agrada muito e tem a mística”, explica o presidente Raimundo Viana, anunciando também uma novidade para o jogo contra o Boa, no Barradão. “Voltamos ao nosso santuário nesse sábado com a inauguração do novo placar. O campo está muito bom, deu uma descansada boa”.

Gol de placa 

Muito adepto ao ambiente de vestiário e das brincadeiras, Viana ressalta o astral da Fonte Nova como outro ponto considerado pelo clube na decisão da mudança de mando de campo. “Tem até aquela piada que a gente diz, em tom de brincadeira, de que ali é a nossa casa de veraneio. Guilherme Mattis, aliás, disse que é a casa de praia. É uma maneira carinhosa de se referir à Fonte Nova, onde conseguimos agregar aquela torcida que estava distante do Barradão, aquela torcida ali do Centro da cidade”, comenta. 

A empolgação com o estádio após o 3x1 no Ba-Vi do último sábado, com mando do Bahia, é tanta que o presidente aproveita para mandar uma solicitação à administração da Arena Fonte Nova. “Vou reivindicar de público mais uma vez à Arena. É um espaço para se colocar uma placa registrando que o primeiro gol do equipamento é rubro-negro. Foi Renato Cajá que fez, naquele 5x1 que a gente aplicou sobre o Bahia”. A goleada reinaugurou o estádio, em 7 de abril de 2013.