E. C. Vitória

'O torcedor não vai ver um time covarde na minha mão', diz Mancini

Questionado sobre postura do Leão atuando em casa, treinador garante que colocará em campo um time equilibrado

Gabriel Rodrigues, Correio 24 horas (gabriel.rodrigues@redebahia.com.br)

Desde que Vagner Mancini assumiu o comando do Vitória, o desempenho do Leão mudou da água para o vinho. Em seis partidas no Campeonato Brasileiro, o rubro-negro empatou uma, perdeu outra e conquistou quatro triunfos, dois deles nas duas últimas rodadas, ambas fora de casa.

Embalado, o Vitória tem agora uma sequência de dois jogos em casa, o primeiro no domingo (10), às 16h, contra o Fluminense. Com desempenho melhor atuando fora do que em casa, uma dúvida persiste: como o Leão deve atuar em seus domínios?

Patric será titular contra o Fluminense, no Barradão (Mauricia da Matta / ECVitória)

O time precisa partir para cima e sufocar o adversário desde os primeiros minutos ou manter a estratégia que vem dando certo e jogar explorando o contra-ataque? Como quem dita as regras é o técnico Vagner Mancini, ele garante que o torcedor não vai ver um time covarde contra o tricolor carioca e afirma que colocará em campo uma equipe equilibrada.

"Não é o momento de mudar. O que vem dando certo no futebol você tem que manter. O time conquistou pontos no campeonato jogando dessa forma e não há razões para mudar", afirmou Mancini, lembrando a postura do time em casa nos jogos sob o seu comando.

"No jogo contra a Ponte Preta (3x1) e mesmo no jogo contra o Avaí (0x1), que a gente foi derrotado aqui dentro, o time não jogou lá atrás. E não vai jogar lá atrás porque o fato de jogar no Barradão faz com que você tenha que se impor perante os adversários. O torcedor pode ficar sossegado porque ele vai ver um Vitória como sempre viu, intenso desde o início, mas que, sem a bola, passa a ser um time marcador, como o futebol exige", continuou.

Mudanças

No reencontro com o torcedor, o Vitória terá duas mudanças. Suspensos, Ramon e Yago dão lugar a Fillipe Soutto e Patric, respectivamente, o que deixa o time mais ofensivo. No banco, as novidades serão as presenças de Cleiton Xavier e Kieza, que voltam a ser relacionados. Kieza se machucou no Ba-Vi do dia 2 de julho, quando caiu por cima do ombro, e precisou fazer cirurgia.

“A entrada do Patric faz o time ficar mais ofensivo porque Patric é um jogador de mais força e velocidade do que Yago, o que faz com a gente tenha um pouco mais de velocidade na frente. Muda um pouco as características, mas a entrada dos dois somadas deixa a equipe mais ofensiva sim”, explicou Mancini.