E. C. Vitória

Vitória quer aproveitar embalo contra o Santos hoje à noite

Patric aproveitou e, além de falar dos bastidores, fez um pedido ao torcedor: não vaiar durante o jogo

Fernanda Varela, do Correio 24h

Nesta quarta-feira (20), o Barradão precisa pegar fogo, para o Leão comer peixe frito. Às 19h30, o Vitória encara o Santos, e tenta manter o embalo, já que não perde há três rodadas (duas vitórias e um empate) e já deixou a zona de rebaixamento.

Paulinho foi uma das 'vítimas' após deixar a bola cair (Foto: Maurícia da Matta/EC Vitória)

O técnico Alexandre Gallo, como de praxe, fechou o treino e escondeu o time. Ele não entrega se Patric jogará na sua posição de origem, na lateral direita, ou se voltará a atuar de ponta, já que a fórmula deu certo contra o Sport, na rodada passada, quando o Vitória venceu por 3x1. 

Segundo jogador com mais assistências no rubro-negro, com quatro, ele está empatado com Euller e Cleiton Xavier, e fica atrás apenas de David, o maior garçom da equipe, com sete. Agora, Patric trabalha duro para aumentar o número de gols, pois só fez um até agora. “Contra o Sport tive muitas oportunidades e acabei perdendo. Fiquei chateado porque eu trabalho tanto, me dedico, tenho treinado finalização. Mas estou feliz porque consegui chegar bastante na área”, avalia ele, elemento surpresa no jogo passado. 

“Fui esse elemento surpresa e não foi por acaso. O Gallo trabalhou isso. Eu participei bastante nessa posição de ponta. Cruzamento, escanteio, chute, cabeçada. Isso é o bom de ser ponta. Ao mesmo tempo, como lateral eu sempre dou bastante assistência. É uma dor de cabeça para o técnico agora”, brincou.

Para os mais supersticiosos, uma boa notícia: o Santos é o time que Patric mais fez gols na carreira. Ao todo, foram quatro, sendo um “hat-trick” (três gols) em 2014, quando ele defendia o Atlético-MG.

“É uma curiosidade bacana. O Santos é o time no qual eu mais fiz gols até hoje. É um gigante do futebol brasileiro. Foram gols importantes, sendo três em um jogo só. Numa quarta-feira também (risos). Mas claro, são cenários diferentes. Temos que ter uma atenção redobrada contra eles”, avalia o jogador, confiante em mais um triunfo.

Dá essa força?

A leveza no ambiente do Barradão é clara. Jogadores mais tranquilos após tirarem a corda do pescoço. Ontem, tinha até roda de atletas brincando o famoso “salão”, com direito a peteleco na orelha em quem deixasse a bola cair. 

Patric, que já chegou com sorriso largo à sala de imprensa, confirma que o clima mudou. “É notório. As coisas começaram a se ajustar de fora pra dentro. Além da chegada do Gallo, que agregou. Temos assimilado rápido. Estamos mais felizes, até por sairmos da zona, que é desconfortável. Dói demais, machuca, a gente acaba virando chacota. Só que, quando a gente apanha, quer fazer tudo certo pra não passar por isso de novo”.

O sorriso largo de Patric só ganhou ar de seriedade quando ele fez um desabafo. “Quero pedir ao torcedor que vá nos apoiar, compareça, nos incentive, queira vencer junto conosco. O torcedor tem direito de vaiar, contestar, mas deixa para quando o árbitro apitar. Quando a bola estiver rolando e alguém errar um passe, aplaude que fica mais fácil. Nem todos têm a capacidade de aguentar uma carga dessas. Então, lutem conosco”, pede.

Os ingressos estão à venda no site futebolcard.com (até as 16h), ou nas lojas oficiais do clube, das 9h às 16h, nos shoppings Capemi, Lapa e Paralela. Nas bilheterias do Barradão, dá pra comprar das 9h às 21h. Arquibancada custa R$ 40 (inteira) e cadeira R$ 60 (inteira). Criança com menos de 12 anos não paga.