E. C. Vitória

Vitória volta a jogar no Barradão após mês marcado por crise

Último duelo na casa rubro-negra foi o Ba-Vi no dia 7 de maio; depois o Leão não venceu mais e hoje, pressionado pela lanterna, encara o Atlético-MG

Vitor Villar, do Correio 24 horas (vitor.villar@redebahia.com.br)

Em um momento de crise como o atual, o torcedor tem um fato novo para se apegar e confiar no primeiro triunfo do Vitória na Série A. Para o confronto deste domingo (11), às 16h, pela 6ª rodada, contra o Atlético-MG, a esperança fica por conta do retorno do clube ao Barradão após mais de um mês.

Não é apenas por superstição. O rubro-negro só perdeu uma partida em sua casa de fato neste ano. Tudo bem que a derrota foi das mais frustrantes, contra o Paraná, por 2x0, que depois lhe custaria a vaga na Copa do Brasil, mas a campanha em 2017 é de 13 triunfos e um empate.

“Todo mundo sabe da força do Vitória lá dentro. Temos a consciência de que o momento é ruim, mas pedimos o apoio do torcedor. Ele é fundamental para fazer do Barradão a nossa força”, pediu o meia Gabriel Xavier, único a falar com a imprensa após a derrota por 2x0 para o São Paulo, quinta, que pôs o Leão na lanterna.

Mas quem é mais supersticioso também encontra alento com o retorno ao Barradão. As lembranças da última vez em que o Leão jogou por lá não indicavam em nada a crise que chegaria logo em seguida. Foi no dia 7 de maio, contra o Bahia, pela final do Campeonato Baiano. O empate sem gols em casa foi coroado com o título estadual de forma invicta.

Àquela época, Petkovic ainda era gerente de futebol, Sinval Vieira era diretor e Wesley Carvalho técnico interino. Em pouco mais de um mês, os dois últimos se despediram do caldeirão rubro-negro e o sérvio assumiu a direção. Neste período, o estádio ficou interditado para obras no acesso – foi instalado um novo sistema de bilhetagem para a torcida.

Fundamental mesmo

A análise das campanhas do Vitória na Série A comprova o peso de um bom rendimento no Barradão. Nas duas últimas vezes em que disputou a elite nacional – 2014, quando acabou rebaixado, e 2016, quando escapou da degola por dois pontos – o Leão teve o mesmo número de derrotas e triunfos em seu estádio.

Assim como neste ano, o rubro-negro não estreou na Série A de 2014 em sua casa. O primeiro duelo foi apenas em julho, após a pausa para a Copa do Mundo, porque o Barradão estava entregue à Fifa como centro de treinamentos. O Vitória era então o penúltimo colocado. Em 14 jogos no estádio, foram cinco triunfos, quatro empates e cinco derrotas, aproveitamento de 45%.

Em 2016, revezando com alguns jogos na Fonte Nova e no Joia da Princesa, o rubro-negro jogou no Barradão 15 vezes  pela Série A. Venceu seis, empatou três e perdeu seis. Aproveitamento parecido: 47%.

Seja coincidência ou não, esses rendimentos ruins aconteceram após a reforma do gramado no início de 2014 para que o estádio servisse como centro de treinamentos das seleções na Copa.

O rendimento em casa na  melhor campanha do Vitória na era dos pontos corridos, o 5º lugar em 2013, mostra o peso do Barradão: foram nove triunfos em casa, quatro empates e apenas duas derrotas. Um aproveitamento de 69%.

O duelo com o Atlético-MG será também o primeiro do técnico Alexandre Gallo diante da torcida rubro-negra. Relacionados para a partida, o volante Fillipe Soutto e o meia Yago, reforços mais recentes do Leão, podem estrear pela equipe.