Empregos

Bahia é o 2º estado com a maior taxa de desocupação do país

Bahia é ainda o estado com maior número absoluto de desalentados do país desde 2012, segundo o IBGE

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)

A Bahia possui a 2ª maior taxa de desocupação do Brasil, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (30). Ao todo, 18,7% dos baianos em idade produtiva não trabalham, apesar de buscarem um emprego. O estado fica atrás somente de Pernambuco. A situação piora ainda mais se compararmos com os dados nacionais, já que o índice baiano também é bem superior à média nacional, de 12,6%.

Em números absolutos, o grupo de pessoas desocupadas chega a 1,336 milhão na Bahia. “A pessoa desocupada é a que tomou uma providência para procurar trabalho, até a semana anterior da pesquisa, e que, se encontrasse, poderia trabalhar. Se usa esse termo porque nem sempre quem está trabalhando está empregado”, explica Mariana Viveiros, supervisora de disseminação de informações do IBGE na Bahia.

A Bahia é ainda o estado com maior número absoluto de desalentados do país desde 2012, segundo o IBGE. No estado, atualmente, são 655 mil pessoas nessa condição.



Informalidade X Ocupações

De cada 10 pessoas empregadas hoje na Bahia, seis são informais. Do segundo para o terceiro trimestre de 2021, o estado registrou saldo positivo de 355 mil novos postos de trabalho, desses, 233 mil sem carteira assinada. No terceiro semestre deste ano, esse grupo chegou a 3,226 milhões de pessoas.


O aumento da informalidade no mercado de trabalho baiano, em termos absolutos, foi puxado com mais força pelos trabalhadores por conta própria sem CNPJ. O aumento foi de 83 mil pessoas entre o segundo e terceiro trimestre. 

Ainda segundo Mariana o cenário do mercado local, costuma realmente absorver mais empregados informais historicamente. “Essa realidade é observada no país inteiro, mas, alguns mercados de trabalho, como o baiano, que já têm uma informalidade elevada independentemente de pandemia, esse movimento é ainda mais forte”, exemplifica Mariana em entrevista ao Jorna Correio.