Empregos

Ensino técnico: enquanto mundo avança, Brasil anda para trás

O Brasil até tentou acelerar o passo com o Pronatec (Programa nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) mas, com a crise econômica, o programa perdeu fôlego

Redação iBahia
Enquanto alguns países o ensino técnico e profissionalizante avança, no Brasil ele anda para trás.  Segundo o Banco Mundial, apenas 7,8% dos alunos do ensino médio do Brasil estão neste universo. A nível de comparação com países do primeiro muito, este índice na Áustria é de 76% dos alunos. Na Alemanha, 51,5%.
O Brasil até tentou acelerar o passo com o Pronatec (Programa nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) mas, com a crise econômica, o programa perdeu fôlego. Em 2014, eram 880 mil vagas e em 2016, o número de vagas caiu para 372 mil.
“O ensino técnico sempre foi visto como uma oportunidade de colocação rápida no mercado de trabalho, pela duração mais curta dos cursos e também perfil mais prático do aprendizado", conta Anderson Braga, mantenedor do CETTPS, instituição de referência no ensino técnico que funciona há mais de uma década em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Ele cita como o setor contribuiu para que Cingapura superasse a crise econômica mundial. O sucesso do ensino técnico por lá é tanto, que o governo da cidade asiática está exportando seu modelo de educação continuada e ensino técnico – uma espécie de Pronatec Global. Os cursos são alinhados de acordo com as necessidades da indústria, e todos os professores tem direito a cem horas de desenvolvimento profissional, por ano. Depois de criar três escolas técnicas, com porte de universidades para 40 mil alunos, o modelo já começou a ser exportado pelo mundo. No ano que vem, será inaugurado um Instituto de Ensino Superior Técnico no Panamá, com base no de Cingapura.
"A crise terminou prejudicando um pouco, mas essa mesma crise foi usada como elemento de incentivo para iniciativas como esta, de Cingapura", completa ele. "Isso só serve para mostrar o quanto precisamos valorizar o ensino técnico e fazer com que, através dele, a gente consiga reaquecer a nossa economia”.