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Hoje não é dia de falar de trabalho; coach analisa relações no mercado

Autor fala das relações de trabalho e poder que começam a mudar, dando início a novos significados negativos ao trabalho

Redação Catho


Redação Catho


Hoje não é dia de falar de trabalho! Quantas vezes você já ouviu esta frase? Como se falar sobre trabalho em determinados dias da semana, horários ou, até mesmo, situações específicas fosse um pecado mortal, um tabu, capaz de desfazer toda a alegria e descontração de uma conversa.

Isto é compreensível quando analisamos a história e a relação que o ser humano teve com o trabalho ao longo de sua evolução. Para o homem primitivo, o trabalho era uma obrigação básica, sendo necessário para garantir a sua sobrevivência, na busca por alimento, abrigo e proteção. Você trabalhava naquela época ou morria!

Mesmo quando o homem assume um papel diferenciado entre todas as espécies, sendo capaz de transformar a natureza através do seu trabalho para atender as suas necessidades e os seus desejos, a relação com essa tarefa continua a ser negativa para uma grande parte da população.

Com a capacidade de plantar e colher bem desenvolvida, as relações de trabalho e poder começam a mudar, dando início a novos significados negativos ao trabalho. Percebemos a proliferação da escravidão, exploração, servidão, passando por várias fases, indo do feudalismo até a colonização de novas terras.

Durante a Revolução Industrial, começamos a desenvolver uma estrutura de trabalho parecida com a que temos atualmente, onde a escravidão foi substituída por trabalhadores assalariados. No entanto, por conta da pressão constante por um trabalho extremamente produtivo e de uma baixíssima preocupação com as condições oferecidas ao trabalhador, continuamos a atribuir aspectos negativo ao trabalho.

Foto: Reprodução/Catho

Portanto, se avaliarmos a história da humanidade, é natural associarmos inúmeros significados negativos ao trabalho. Até mesmo a palavra vem do latim tripalium, que era o nome de um instrumento de tortura caracterizado por possuir três estacas de madeira extremamente afiadas. Portanto, trabalhar era, praticamente, “ser torturado”. Posteriormente, o termo passou para o francês travailler, que significa “sentir dor” ou “sofrer”. Acredito que nem preciso continuar né? Você já entendeu.

Porém, precisamos pensar diferente, principalmente se avaliarmos com cuidado as oportunidades que temos, atualmente, em nossa sociedade. Afinal, temos a liberdade de escolher e desenvolver um trabalho no qual podemos imprimir a nossa marca no mundo e gerar um enorme impacto na sociedade, além de conseguirmos conquistar tudo o que desejamos através dele (conforto, segurança, prazer, aprendizado, entre outros).

Perceba como trabalhadores excepcionais contribuíram para a evolução da nossa sociedade, através das tecnologias que temos, atualmente, e das facilidades que nos proporcionam. Este artigo é um produto de alguém que vê o trabalho como algo além de uma necessidade. É uma oportunidade de mudar a sua vida e o mundo. Sendo assim, sábado e, qualquer outro momento, é hora de falar de trabalho sim!

Allan Lopes é  Coaching Sistêmico, membro da Internacional Coach Federation, Master Practitioner em PNL e especialista em gestão de performance e em processos de mentoring e coaching aplicados ao ambiente corporativo. Sócio da Soar Desenvolvimento Humano e responsável pela área de Consultoria em Recursos Humanos.