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Olimpíadas: 3 lições para sua carreira

Treinamento, habilidade, oportunidades. O que faz desses atletas os vitoriosos que são? O que fez com que eles alcançassem o topo onde estão?

Redação iBahia
22/08/2016 às 12h56

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Redação Catho
Vivenciamos, nos últimos dias, o maior evento do planeta: os Jogos Olímpicos. De um lado, atletas do mundo todo se reuniram para competir por medalhas e entrarem para a história de seus esportes; do outro, voltamos, emocionados, os nossos olhares para as vitórias e derrotas destes profissionais.

Treinamento, habilidade, oportunidades. O que faz desses atletas os vitoriosos que são? O que fez com que eles alcançassem o topo onde estão?
Você pode aprender lições valiosas com estes profissionais e aplicá-las a sua carreira. Daniela do Lago, coach de carreira, palestrante e professora de MBA da Fundação Getúlio Vargas, dá 3 dicas que podem ser aplicadas em sua vida profissional. Confira:

1) Visão de futuro: para os atletas, uma Olimpíada sempre começa quatro anos antes, assim que a anterior termina. Quatro anos antes, eles já têm esclarecidos os seus objetivos.
O nadador norte-americano Michael Phelps, por exemplo, antes dos Jogos de Pequim, em 2008, declarou que a sua meta era conquistar oito medalhas de ouro, pois o recordista anterior, seu compatriota Mark Spitz, conquistou sete em um único evento. Phelps foi específico em sua visão.
Todo profissional, independentemente do ramo de atuação, precisa ter a sua própria visão de futuro, precisa traçar um plano de carreira para definir seus objetivos a curto, médio e longo prazo. E isso não depende apenas da empresa, mas, principalmente, do profissional. Afinal, se você não souber o que deseja, como vai alcançar suas metas?
2)  Equilíbrio emocional: ou “inteligência emocional”. Todos os atletas treinam muito e muitos deles chegam com chances iguais de subir ao pódio, Mas o que, então, faz a diferença para conquistar a medalha de ouro? Certamente é a forma como lidam com a emoção no momento decisivo.
Os atletas europeus, por exemplo, são vistos como “pessoas frias”, mas, na verdade, são mais concentrados e treinados no ponto de vista emocional. Quando tudo está bem, conseguimos ter ideias criativas e os pensamentos bons fluem. É isso que os atletas ensinam o tempo todo: é preciso ter inteligência emocional para lidar com os momentos de pressão e de crise. Assim como nas competições, o ambiente corporativo oferece técnicas e treinamentos semelhantes, porém uns “tropeçam” por falta de autocontrole, enquanto outros se superam para conquistar o sucesso.

3) Disciplina: não adianta nada ter uma visão de futuro se não tiver disciplina para fazer acontecer. Ter concentração significa saber lidar com os fatos difíceis, pragmáticos e com a realidade. É fazer o sacrifício que for necessário para alcançar a meta. Cada atleta, durante quatro anos antes de uma Olimpíada, treina em média oito horas por dia – alguns treinam muito mais. Um dia sem treino é um degrau a mais rumo à medalha. Muitas pessoas desejam o sucesso profissional, mas não correm atrás de seus objetivos. Como disse Aristóteles, o grande filósofo grego, “nós somos o que repetidamente fazemos. Excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”.

Procure fazer tudo de forma excelente todos os dias. Assim como uma medalha de ouro, o sucesso no mundo corporativo não surge do nada, é preciso muita inspiração e, principalmente, transpiração.