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'Chorei tanto, um choro de emoção', diz Jéssica Senra sobre apresentar o Jornal Nacional

Direto dos estúdios Globo, a jornalista bateu um papo com o iBahia e falou sobre como anda sua preparação para apresentar o JN no sábado (7)

Lucas Salles* (lucas.sales@redebahia.com.br)

Em comemoração ao quinquagésimo aniversário do Jornal Nacional, Jéssica Senra participará da segunda rodada do rodízio dos apresentadores que vão comandar o telejornal em todos os sábados até novembro deste ano. Ao lado de Ayres Rocha, do Acre, a apresentadora do "Bahia Meio Dia" fará sua participação no 'JN50' neste sábado (7). Empolgada com a missão, a jornalista contou em um bate papo exclusivo para o portal iBahia, como está tem sido a sua preparação e os bastidores para representar o estado da Bahia no local de maior prestígio do JN. 

Foto: Reprodução | Instagram

iB: Qual a sua expectativa para ser apresentada por Renata Vasconcellos e William Bonner para todo o Brasil no JN desta sexta (6)? 

JS: Estou mais nervosa pra essa apresentação do que para comandar o jornal em si. Estar nesse lugar de notícia, estar nesse lugar de ser apresentada para todos e falar da a gente, isso mexe muito comigo. Eu sou acostumada a dar notícias dos outros, então isso está gerando uma expectativa enorme.  Isso é muito gentil da parte deles e muito respeitoso com o público, somos conhecido na Bahia, no Acre, mas o resto do Brasil não nos conhece então, já que vamos entrar na casa das pessoas no sábado, achei bacana que eles nos apresentem e contem um pouco de quem somos nós, de onde a gente vem.... Além de ser uma forma de valorizarmos nossos estados. Da Bahia - ou do Acre - para todo o Brasil. 

iB: Como tem sido a sua parceria com Ayres Rocha? 

JS: Ayres é uma pessoa espetacular. Ele é uma figura. No ar ele é bastante sério, mas nos bastidores ele é muito engraçado. Ele já está há 30 anos apresentando o jornal lá no Acre, é um cara extremamente experiente, muito querido e conhecido por lá (no Acre). E a gente entende o porquê dele ser querido. Ele é muito carinhoso, atencioso, brincalhão, cheio de historias, temos trocado bastante figurinhas. Estamos vivendo as mesmas sensações, o mesmo frio na barriga. Embora o jornal dele lá seja mais parecido com o JN, ele está sentindo a responsa de representar o seu estado. A gente tem se divertido muito e tem sido legal que ter alguém que me compreenda e pra ele ter alguém que o compreenda é bom também, porque estamos vivendo a mesma emoção.

Foto: Reprodução | Instagram

iB: Como é a estrutura dos estúdios do JN?

JS: A redação é impressionante,  imensa. O estúdio no meio da redação é impactante. Quando a gente senta na bancada e vê todo o mecanismo então... Esse é o melhor estúdio do mundo. Ele foi projetado pelo maior especialista em estúdios do mundo. É surreal. A iluminação é perfeita, é linda. É alta tecnologia. Pra a gente que tá fazendo é muito incrível e dá uma segurança, como 'não vai dar erro?', 'vai cair?', 'não vai acontecer?', aqui estão os melhores profissionais do Brasil, os melhores no que fazem. Embora assim, o 'Bahia Meio Dia' tenha excelentes profissionais também. Amo meus companheiros.

iB: Como está sendo a logística de preparação com a equipe do JN para apresentação do telejornal, preparação emocional, de voz e figurino? 

JS: Aqui eles são muito profissionais. Foi legal chegarmos antes porque tudo aqui é pré-aprovado por eles. Eles aprovaram as sugestões de figurino que mandamos, aqui mesmo eu fiz novos ajustes na roupa, uma barrinha precisou ser acertada. Trocamos uma camisa que ficou melhor do que a outra. Aqui temos pessoas especializadas em casa aréa para nos ajudar. Ontem e hoje nós gravamos o programa-piloto para nos familiarizarmos com tudo. Como vamos nos movimentar, quais serão as caminhadas do estúdio, com a luz, a nossa própria harmonia. 

A gente tem um diretor de estúdio nos assiste e vai apontando como tudo deve ocorrer, como por exemplo: 'precisa de uma voz mais impostada', 'precisa de uma voz mais leve', 'quero um sorriso aqui'. Tudo isso vai nos ajudando a encontrar o nosso tom, sem perder a nossa identidade. Eles frisam muito o tempo todo: 'queremos que vocês sejam vocês, queremos o sotaque da Bahia, o jeito da Bahia, mas aqui no Jornal Nacional'. Eu tô acostumada com o 'Bahia Meio Dia', que é solto, conversado, que eu faço andando, lá eu gesticulo muito... Estamos tendo toda essa conversação, com uma equipe, nossos fonoaudiólogos, uma grande estrutura nos auxiliando para que tudo aconteça da melhor maneira possível.   

Foto:  Reprodução | Instagram

iB: Qual seu sentimento em relação ao carinho transmitido pelo público baiano? 

JS: Não sei descrever o que eu sinto, essa é a maior emoção da minha vida. Não tenho filhos ainda, e talvez a maternidade também seja muito especial, única, mas de tudo que eu vivi até hoje, essa tem sido a maior emoção. Não é só uma realização pessoal e profissional de toda uma trajetória, que exige sacrifícios, dedicação, tropeços... Estar nessa bancada hoje é muito maior do que eu. É representar toda a Bahia e a expectativa das pessoas é muito grande. Eu me sinto com a responsabilidade de honrar cada uma das pessoas, de ser tão maravilhosa quanto é o povo da Bahia. Esse apoio, torcida e carinho que tenho recebido do povo baiano, essa carga de energia é tão forte que eu acordei cedinho, peguei o celular rapidinho e não conseguir largar mais, porque eu queria responder todas as mensagens... Chorei tanto hoje, um choro de emoção, de receber esse carinho, esse abraço, é indescritível. Não tem como comparar a nada que eu já tenha vivido. 

iB: Como você define essa oportunidade?

JS: Única. É uma experiencia única na vida. Nunca imaginei ter essa oportunidade dessa forma. Acho que eles acertaram muito em trazerem todos os estados e o Distrito Federal para falarem neste momento já que são 50 anos desse jornal. Ser colocado ali na bancada, o lugar de mais prestígio tem uma força. Isso é uma maneira de mostrarmos o quanto somos únicos e especiais aqui no nosso país e que todos são importantes. É como um quebra-cabeça, se faltar um pedaço não é o Brasil, então que a gente se lembre que o nosso país ele depende da força de cada um desses estados, do povo de cada um desses estados. É isso que nos faz chegar aonde a gente quiser. 

Sob supervisão da repórter Isadora Sodré.