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Corrupção é tema da série com Selton Mello na Netflix; veja vídeo

Atração da Netflix foi criada por José Padilha e traz Selton Mello no papel principal

Agência O Globo
Equipe e elenco de “O mecanismo” querem deixar uma coisa clara: ao contrário de relatos iniciais, a nova série brasileira da Netflix, disponível a partir de 23 de março, não é sobre os bastidores da Lava-Jato. É, no máximo, “livremente inspirada” na operação.
Criada por José Padilha, que dirige o primeiro dos oito episódios da primeira temporada, a atração mudou de escopo quando as mentes criativas por trás do projeto perceberam que o tema já havia sido esmiuçado na imprensa e no próprio audiovisual — o longa “Polícia Federal: a lei é para todos”, diga-se de passagem, viraria a maior bilheteria entre os filmes nacionais lançados em 2017.

Veja trailer:


Agora, o roteiro, assinado por Elena Soarez (da série “Filhos do carnaval”, da HBO), quer ir além para explorar a origem e os efeitos da corrupção no Brasil — do mais alto escalão até o “ser humano que falsifica carteira de estudante para pagar meia entrada”, nas palavras de Daniel Rezende (“Bingo, o rei das manhãs”, de 2017), um dos diretores de peso escolhidos por Padilha para entregar o ambicioso projeto. Os outros são Marcos Prado (“Paraísos artificiais”, de 2012) e Felipe Prado (produtor de “Tropa de elite” 1 e 2).
— É um drama investigativo em que os personagens tentam entender o que chamamos de “mecanismo”, que são as engrenagens da corrupção, um processo impregnado na sociedade brasileira — resume Rezende, indicado ao Oscar pela montagem de “Cidade de Deus” (2004).