Música

Da Lavagem ao Carnaval: Banda Vitrola Baiana leva mistura de ritmos como marca registrada

Em entrevista ao iBahia, a banda que mistura samba reggae com pagode e elementos de música eletrônica, contou as novidades para o Furdunço

Lucas Mascarenhas* (lucas.mascarenhas@redebahia.com.br)
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Na busca por bandas que se destaquem no cenário baiano, o iBahia irá trazer algumas descobertas para os internautas. Fundada em 2013, a Vitrola Baiana é mais uma vinda da safra de "Nova Música Baiana", que ganha destaque nas noites Soteropolitanas nos últimos anos.


Sobre a formação da banda, o baixista Marcelo conta: “Inicialmente queríamos dar vazão ao nosso repertório autoral, tínhamos muitas composições, mas não tínhamos banda. O projeto cresceu rapidamente com as noites do Rio Vermelho e já em 2014 estreamos no carnaval de Salvador puxando um mini trio na primeira edição do Furdunço. Desde então participamos de todos os carnavais da cidade”, diz o músico. Atualmente, além de Marcelo Costa no baixo, formam a banda Vitrola: Guga Barbosa (voz), Raoni Maciel (guitarra), Jadson Baldoíno e Gabriel Santana (percussão).

Foto: Reprodução / Silvonei Filho

A Vitrola é conhecida pela junção de diversos ritmos, dá pra perceber a mistura de samba reggae com pagode, além de elementos de música eletrônica, unidos por canções que exaltam a paixão pela Bahia e pelo carnaval.
"Nossas músicas abordam temas contemporâneos, a situação sociopolítica do país, o comportamento do brasileiro e sobretudo do povo baiano, e também, o amor pelo carnaval da Bahia", explicam.
Nem sempre é fácil misturar ritmos com sucesso, mas ao seguir inspirações como Novos Baianos, Chico César e os Blocos Afro de Salvador, a "fórmula" ganha um gás inédito e se reinventa. Reinvenção, aliás, é uma palavra comum para a banda, que sempre procura apresentar novas versões de músicas já conhecidas para o seu show.
"Nós levamos releituras apimentadas de clássicos da música brasileira, de Caetano à Raul Seixas, de Geraldo Azevedo à Raimundo Sodré. Tem ainda Gil, Otto, Olodum e por aí vaí", contam. 




Lavagem do Bonfim
Nas comemorações do Senhor do Bonfim, a banda topou o desafio de ir pras ruas e levar o seu som com um micro trio bem pertinho dos devotos, que aproveitavam a parte profana da festa.
"A ideia era fazer uma Vitrola-Gramofone andante! E acho que conseguimos! Foi um desfile experimental muito vibrante. As pessoas adoraram a estética do carro e curtiram todo o percurso coladas na Vitrola Elétrica. A Lavagem do Bonfim é um evento muito importante para a cidade e foi gratificante para nós ter o primeiro desfile do nosso micro trio sob a proteção do Senhor do Bonfim e de Oxalá".

Vitrola Elétrica no Furdunço 
Se na Lavagem do Bonfim era estreia da banda com um desfile experimental, no Furdunço eles já se sentem em casa. Em 2019 eles completarão seis anos participando do circuito.
"Vamos tocar no dia 24 de fevereiro, no Furdunço, pelo sexto ano consecutivo e lançar oficialmente nossa Vitrola andante, o micro trio que é a cara da banda. Além disso, já estamos montando a agenda para o Carnaval 2019", explicam. 

Pra completar o ano cheio de novidades, a Vitrola ainda revela que disco novo ainda em 2019. O álbum de inéditas terá ainda uma regravação de um "ícone da música baiana e brasileira", como eles mesmos pontuam. 

*Sob orientação e supervisão da repórter Naiá Braga