Teatro

Da TV para o teatro: Guilherme Piva chega a Salvador com 'A Invenção do Amor'

Peça, que também tem Maria Clara Gueiros, entra em cartaz no Jorge Amado neste sábado (24) e domingo (25)

David Silva* (david.silva@redebahia.com.br)
- Atualizada em

O espetáculo "A Invenção do Amor" entra em cartaz neste sábado (24) e domingo (25), no teatro Jorge Amado, e traz a história de um casal pré-histórico, a Nhaca, feita por Maria Clara Gueiros, e o Croc, interpretado por Guilherme Piva. Em cena, os dois apresentam a relação amorosa de um Homo Sapiens com uma Mulher de Neandertal. Ele, dotado de um cérebro privilegiado, vive às voltas com mil e uma invenções e, numa crise de ciúmes, resolve inventar o amor. Se depender da sintonia dos artistas, o público vai se identificar em vários momentos ao longo da peça. 

Em entrevista ao iBahia, Guilherme, que saiu recentemente das telinhas ao concluir o trabalho em 'Novo Mundo', onde viveu o personagem Licurgo, falou um pouco sobre o espetáculo, revelou um segredo de bastidor e relembrou algumas curiosidades de sua carreira. Confira:

iBahia: O figurino do personagem é bem complicado. Quanto tempo leva, em média, para você ficar pronto? Há algum tipo de ritual antes de subir no palco?
Guilherme Piva: o figurino é complexo, mas não é difícil de colocar. Me arrumo muito rápido, até. A peruca é o mais difícil, mas já peguei a manha. Tem um jeito bem específico de colocar. Eu e a Clara gostamos de passar o texto enquanto nos arrumamos, mas sempre que a plateia entra, gosto de meditar atrás das cortinas para entrar na energia do pessoal.

Foto: Lucio Luna/Divulgação

iB: Houve uma preparação prévia para a interpretação do casal pré-histórico?
GP: A preparação é basicamente o ensaio. Como faço um homem pré-histórico, me preocupei com a forma de andar, de agir... Sempre gosto de colocar um detalhezinho em cada personagem. Me preocupo muito em colocar outras camadas de verdade em cada personagem, mesmo a peça sendo de humor, principalmente pelo fato dela falar de relacionamentos, justamente para o público poder se identificar.

iB: Não é incomum encontrar atores que começam no teatro e vão para a TV. Há também aqueles que voltam para os palcos, como é o seu caso. Como você sabe que é o momento de fazer um ou outro?
GP: Sou um ator bastante teatral, comecei no teatro e continuo no teatro. Não consigo passar muito tempo sem fazer e mesmo quando não faço, dirijo. É a minha base. Quando pego uma novela bem puxada e preciso me afastar do teatro, como foi com a novela 'Novo Mundo', sempre tento escrever e pensar em projetos. Ele (o teatro) nunca sai da minha cabeça.

iB: Em seus 31 anos de carreira, qual foi o personagem mais difícil de fazer? E qual foi o que você mais gostou?
GP: a resposta é bem clichê, mas é muito verdadeira. Cada personagem é extremamente complexo, principalmente na hora de entrar no clima, simplesmente por não ser você. Precisa pensar na profundidade emocional, a época, a forma de pensar, de andar... Não é como se você acordasse um dia e resolvesse se transformar. É até mesmo um pouco de dor, pois você não sabe se é bom ou não, mas depois que você descobre e pega a manha de cada um, adora fazer. Lógico que existem alguns que marcam, como o Licurgo (Novo Mundo), pois ele é muito distante de mim, a época... Havia algo físico, de dor. Foi um grande personagem, um texto brilhante, uma direção incrível, uma conjunção de trabalho, a resposta da novela, um momento muito feliz. Adoro fazer o Croc, é muito prazeroso ver como a resposta é boa.

Serviço
A Invenção do Amor
Datas: 24 e 25 de março
Local: Teatro Jorge Amado
Horário: 19h
Valores: R$ 38,00 (Meia) e R$ 76,00 (Inteira)
Vendas: Bilheteria do Teatro - (71) 3525.9720 (Terça a Domingo das 14h às 20h)
Pela internet - compreingressos.com/catalogodeteatro (sem cobrança da taxa de conveniência)
Por telefone - (71) 2626.0032 

* Sob supervisão e orientação do repórter Guinho Santos.