Cinema

Damien Chazelle se sentiu 'chocado e honrado' com as 14 indicações de 'La la Land'

Acompanhado por Ryan Gosling, que concorre como melhor ator na premiação, Chazelle acrescentou que estavam próximos quando o anúncio saiu

Agência O Globo
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O jovem diretor Damien Chazelle, em alta pela repercussão de seu mais recente filme, "La la Land: Cantando estações", ficou dividido entre o choque e a honra ao descobrir que o musical recebeu 14 indicações para o Oscar. Durante uma coletiva de imprensa no Japão, onde o longa estreou na última quinta-feira, ele contou que o sentimento de orgulho foi maior que a própria surpresa. Acompanhado por Ryan Gosling, que concorre como melhor ator na premiação, Chazelle acrescentou que estavam próximos quando o anúncio saiu:

"Estávamos no mesmo hotel quando recebemos a notícia, então conseguimos celebrar com champanhe".

Gosling, que considerou o filme um trabalho de colaboração, destacou que "La la Land" ganhou um ar mais especial depois que outros membros da equipe ganharam reconhecimento: além de elenco e diretor, há gente concorrendo pela estatueta nas categorias fotografia, edição, direção de arte e figurino, por exemplo.

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"É uma sorte ser reconhecido desta maneira, porque, em muitos casos, apenas algumas pessoas são indicadas", apoiou o ator.

Chazelle também incluiu mais um filme na lista de influências do musical, um japonês dos anos 1960 chamado "Tóquio violenta", quando perguntado sobre referências que poderiam ter passado despercebidas – muitos veículos se empenharam em adivinhar todas as produções que inspiraram "La la Land". Ele acredita que pegou algo de lá devido à amplitude dos planos e às cores pop art, que "parecem um musical, mas com armas".