Música

De Duda Beat a Baco Exu do Blues: Conheça o som das atrações do Festival Sangue Novo

Em sua terceira edição, o line up do festival contará com apresentações de Otto, Baco Exu do Blues, Hiran, Duda Beat além de Larissa Luz, Luedji Luna e Xenia França, que estrearão o projeto Ayabass

Redação iBahia (agenda@portalibahia.com)
Oito destaques da nova música popular brasileira estarão no Festival Sangue Novo, que acontece dia 26 de janeiro (sábado), a partir das 16h, no Porto Salvador. O festival nasceu a partir do programa de rádio homônimo apresentado há seis anos por Hagamenon Brito na GFM 90,1, com foco na geração século 21 do pop nacional e da MPB.
Em sua terceira edição, o line up do festival contará com apresentações de Otto, dos rappers Baco Exu do Blues e Hiran, da cantora pernambucana Duda Beat e das empoderadas e potentes Larissa Luz, Luedji Luna e Xenia França, que estrearão o projeto Ayabass. Os ingressos estão à venda no Sympla e custam entre R$25 e R$50.

Baiano radicado em São Paulo e uma das sensações atuais do rap brasileiro, Baco Exu do Blues estreia em Salvador, no Festival Sangue Novo, o seu novo show, “Bluesman”, baseado no álbum homônimo lançado recentemente e que conquistou a crítica com boas letras, pesquisa de timbres e inspiração em ícones do blues como Muddy Waters e B.B. King. Baco traz inovação a formação tradicional do rap, e se apresentará com uma banda integrada pelo rapper Shan Luango e DJ BBzão, o guitarrista Ricardo Caian e as backing-vocals Bibi Caetano e Aisha Valdoni . No repertório, sucessos do primeiro álbum, “Esú” (2017), singles e todas as canções do novo trabalho, destacam-se as pérolas “Kanye West da Bahia”, “Me desculpa, Jay Z” e “Queima minha pele”.
 
Larissa Luz, Luedji Luna e Xenia França, bonitas representantes da nova música de origem pop africana produzida em Salvador, apresentarão o show Ayabass,  cujo nome faz alusão ao termo yorubá, que significa “mãe rainha”, dedicado às orixás femininas. Com os pés fincados nas raízes ancestrais, cada uma delas trará o arquétipo de uma yabás - Yansã, Oxum e Yemanjá são as escolhidas para a narrativa musical. O trio será acompanhado por quatro instrumentistas negras. No repertório, releituras modernas de cantoras e grupos como Marcia Short, Alobêned, Margareth Menezes, Virgínia Rodrigues, Patrícia (Timbalada) e Ilê Aiyê, além de composições autorais do repertório de cada uma das artistas, repaginadas em versões especiais e duetos inéditos.
 
O cantor e compositor pernambucano Otto fará um show especial em referência os 20 anos de lançamento do seu primeiro álbum solo, “Samba pra Burro” (pioneiro na mistura de ritmos brasileiros com música eletrônica), além de canções marcantes de todas as fases de sua carreira, inclusive o recente, “Ottomatopeia” (2018). Também do sempre fértil Pernambuco, a cantora Duda Beat é um fenômeno de popularidade nas redes sociais e apresenta uma sedutora sonoridade pop brega eletrônica. Não por acaso,  ela acaba de ganhar o prêmio de artista revelação 2018 da APCA (Associação Paulistas de Críticos de Arte) com o seu primeiro álbum, “Sinto Muito”.
 
De Salvador, o duo BAYO leva para o palco do Festival Sangue Novo a vibrante sonoridade percussiva eletrônica do álbum “Peixe” (2018), numa mescla de samba-reggae, riffs de guitarra e beats eletrônicos.  A dupla é formada pelo guitarrista Graco Vieira e pela baixista Nina Campos. Também made in Bahia, o rapper Hiran vai fazer o público do festival vibrar com seu hip hop cheio de ideias criativas  e atitude “queer”, com um show baseado no seu ótimo álbum, “Tem mana no rap” (2018), no qual reivindica o espaço artístico que lhe cabe enquanto jovem, talentoso, negro e gay.