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Diretor de 'O Mecanismo' comenta polêmica: 'a esquerda enloqueceu'

Em entrevista, Padilha comentou a repercussão que a série da Netflix, inspirada na Operação Lava-Jato, ganhou desde a estreia, na sexta-feira (23)

Agência O Globo

O cineasta José Padilha não acredita que "O mecanismo" tenha espalhado "fake news", como alegou a ex-presidente Dilma Rousseff neste domingo.

Foto: Divulgação

— Não creio que espalhamos noticias falsas. Ou será que a corrupção gigante que PT, PMDB e PSDB operam no país são fake news? — questionou o diretor.

Em entrevista por e-mail, Padilha comentou a repercussão que a série da Netflix, inspirada na Operação Lava-Jato, ganhou desde a estreia, na última sexta-feira.

Movimentos de esquerda iniciaram uma campanha nas redes sociais para que usuários cancelassem suas assinaturas do serviço de streaming. A iniciativa é "patética", segundo ele:

— Acho patético! Vão perder a quarta temporada de "Narcos"! — ironizou, referindo-se à outra série que produziu para a Netflix.

A reação a "O mecanismo" ganhou força já no fim de semana, quando os usuários descobriram que a expressão "estancar sangria" foi colocada na boca do ex-presidente Lula. Na vida real, a frase foi dita pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) numa gravação em que ele falava em pacto para deter o avanço da Operação Lava-Jato.

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— A série mostra como PT e PMDB montaram um enorme esquema de corrupção de lavagem de dinheiro. Um esquema que lesou os brasileiros, com a participação clara de Lula e de Temer, que durante boa parte do tempo foram sócios na corrupção sistêmica, lógica estruturante da politica no Brasil. E a esquerda quer polemizar o uso do termo “estancar a sangria”? Não é preciso ser nenhum Sigmund Freud para concluir o que a esquerda revelou sobre si mesma ao se ater a este ponto... — ponderou Padilha.