Música

Em Salvador para lançamento de CD, Flávio Venturini fala sobre turnê, composições e relação com a Bahia

Cantor traz ainda regravações e conta história sobre música inédita

Luan Guimarães* (luan.guimaraes@redebahia.com.br)
- Atualizada em
Em Salvador para dar continuidade à turnê de lançamento do CD 'Venturini', gravado entre 2012 e 2013, o cantor Flávio Venturini fará dois shows nos próximos dias 12 e 13 de setembro no Teatro SESC Casa do Comércio. Em entrevista ao iBahia, na manhã da quinta-feira (21), ele falou sobre a sua volta à Bahia após dois anos e a expectativa com o novo trabalho. Confira a entrevista.

Relação com a Bahia
"Tem dois anos que eu não vinha aqui, mas a minha relação com a Bahia vem de muitos anos, desde o grupo O Terço, 14 Bis. Depois de a carreira solo ter engrenado, vamos dizer assim, eu procuro vir sempre. Tenho uma relação pessoal também com muitos amigos, com a cidade, a região... Gosto muito de vir à Bahia, principalmente para tocar. Mostrar o trabalho novo é sempre muito bom".

Novo trabalho
"O disco demorou dois anos para ser gravado. Foi o momento em que fiz um estúdio novo na minha casa e quis fazer aos poucos. Fui gravando, gravando... Tem gravações em São Paulo, em Salvador, mas grande parte foi feito em minha casa mesmo".

Novas composições e regravações
"Este trabalho é essencialmente de compositor. Eu gosto de cantar e tudo, mas acho que por isso esse disco tem uma variedade de estilos. São nove músicas inéditas e as regravações. Regravei músicas como 'Todo azul do mar', que é um sucesso do 14 Bis e meu também; regravei uma música chamada 'Até outro dia', que estava perdida em um disco de 1992 e, inclusive, é uma música que está tocando nas rádios. Regravei 'Hino ao amor', da (Edith) Piaf, porque eu gostava muito de um arranjo do meu amigo Keco Brandão, que fez o arranjo no disco, de orquestra e de base. E também uma música do Caetano Veloso, que havia feito um arranjo para um disco infantil a pedido do Ronaldo Bastos, e eu gostava muito desse arranjo. Por isso ele soa como inédito. Porque os arranjos são super novos, modernos e têm essas nove músicas. No disco, tem participação do Ivan Lins, André Menari, que é um grande pianista, e tem de tudo: rock, country, principalmente, canções".

Nome do disco
"Eu nem sei porque... De repente, sacamos que eu nunca havia feito um disco com o meu nome, e aí eu coloquei o Venturini" (risos).

Show
"Eu vou trazer a minha banda, vou trazer todo o aparato de show, cenário físico, cenário montado para 12 músicos. Não vou mostrar o disco inteiro, vou mostrar o que eu considero mais importante e o que funciona mais em show. Sucessos, claro, da minha carreira; novas versões para 'Fênix' e para 'Nascente', que faz parte de um novo projeto que estou participando. É uma música inédita, feita na Praia do Forte".

Temporada
"Eu adoro. Acho que temporada é a melhor coisa. A pessoa não pode vir num dia, vai no outro. O show vai se acertando. Fora que, no teatro, você já tem uma acústica que possibilita ter um conforto, a acústica de sonoridade é melhor, o som é melhor, é confortável, ainda mais um show que tem um aparato visual, já que a pessoa pode ver sentada. Já toquei duas vezes nesse teatro, foi muito bom e eu gosto. Para mim, a temporada poderia ser uma semana que eu iria adorar" (risos).

Agenda
"Não está mais como no ano passado, que a gente saía na estrada e fazia uma turnê. A turnê está acontecendo. Já fiz a Concha Acústica, aqui em Salvador, já fiz no Rio de Janeiro por três vezes, em Belo Horizonte fiz no Palácio das Artes, em São Paulo já fiz no SESC Pinheiros, Paraíba também e tem show que a gente faz e, às vezes, não vai o aparato todo. Desta vez, temos o show completo. Onde dá, a gente está levando. É a oportunidade que a gente tem de levar o show para o Brasil inteiro e ainda temos a possibilidade de levar para o Sul, Porto Alegre; Brasília e algumas cidades do Nordeste que estamos planejando fazer para considerar terminada a turnê".

Turnê internacional
"Eu nunca sonhei muito com essa coisa de carreira internacional. Meu trabalho é para o Brasil mesmo. Talvez até com o trabalho instrumental que eu vou gravar, talvez eu tenha mais penetração e possa alçar voos maiores. Eu já fiz shows nos Estados Unidos, Canadá, Noruega, Portugal; tenho discos lançados em vários lugares: Japão, França, mas não tem nada previsto para essa nova turnê. Às vezes, tem uma possibilidade e tudo, mas o meu negócio é aqui mesmo. A ideia é levar ao máximo de lugares no Brasil, mas tenho um projeto de levar um trabalho instrumental para fora do país".

Música marcante
"A música 'Sol interior', que é uma música que até abre o disco, é sobre o final de um relacionamento. Quando eu fiz a música, me libertei. Acho que toda música que o compositor faz depois de uma história de amor, de repente aquilo liberta ele. Essa música, para mim, foi assim. É uma letra do Márcio Borges e há muito tempo não compunha com ele. É um grande compositor. Eu gosto muito dela".

*Sob supervisão da editora Rafaele Rego.