Cinema

'Entre Vinho e Vinagre' é engraçado, mas pouco original

O bom elenco compensa o roteiro fraco e previsível

Heyder Mustafá* (heyder.mustafa@redebahia.com.br)

O que acontece quando seis amigas de meia-idade decidem viajar ao Vale de Napa para comemorar os 50 anos de uma delas? Confusão, claro! O cenário é previsível e faz muita gente torcer o bico quando a Netflix convida para ver ‘Entre Vinho e Vinagre’, a nova comédia dramática da plataforma. Mesmo com um roteiro fraquinho, que inclui clichês até dizer chega, a produção merece ser vista apenas pelo elenco sensacional, formado por algumas das mais talentosas comediantes norte-americanas.
Não há história ruim que resista a boas atuações e diálogos ligeiros, atributos inerentes às veteranas Maya Rudolph, Amy Poehler e Rachel Dratch. O time de primeira envolvido no filme consegue prender a audiência do começo ao fim, mesmo com toda a previsibilidade e os temas batidos presentes na trama. O elenco ainda conta com a sempre excepcional Tina Fey, fazendo uma personagem coadjuvante, que acaba roubando a cena sempre que aparece.



Ainda que de forma superficial, ‘Entre Vinho e Vinagre’ aborda algumas problemáticas como dificuldades conjugais, perda de emprego, aceitação, crise de idade, solidão, homossexualidade e outras coisas com as quais muitos vão se identificar. O filme fala diretamente com as mulheres que estão na mesma faixa etária das personagens, mas merece ser visto por pessoas de todas as idades. Sem muita expectativa, dá para reunir os amigos e apertar o play só para garantir boas risadas.

*Heyder Mustafá é jornalista e produtor cultural formado pela UFBA, editor de conteúdo da GFM e Bahia FM, apresentador do Fala Bahia e apaixonado por cinema, literatura e viagens.