Séries

'Família ao Resgate' cativa pela complexidade do tema

Novo drama exibido pela Netflix fala sobre a experiência do luto

Heyder Mustafá (heyder.mustafa@redebahia.com.br)
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Basta a matriarca da família West morrer repentinamente para tudo ficar de cabeça para baixo. Sem a esposa Sarah, John (William Baldwin) precisa lidar com o luto e ajudar seus três filhos adolescentes nesse processo de aceitação e superação. Cada um reage de uma forma à perda da mãe, e é aí que a série seduz. Com boas doses de comédia e alguns mistérios, a história consegue tratar de forma consistente temas complexos, agrada pelas excelentes atuações e prende a atenção da audiência.

A trama é narrada por Maddie, a filha mais velha, uma típica adolescente revoltada e fora do eixo. É nela que se concentra a maior parte da carga dramática da história, o que inclui a relação com os irmãos Scout e Taylor. Ele é o clássico filho do meio e ela a caçula nerd, aparentemente a mais ajuizada da família. O trio se junta ao pai, John, e à tia, Charlie, que aparece para chorar a morte da irmã e ajudar a família a enfrentar a recente perda.

Foto: Reprodução

O luto é vivido em meio a uma série de mudança na vida dos personagens, que precisam lidar com a rotina nem sempre amistosa enquanto segredos do passado vêm à tona. A série é bem realizada, apresenta diálogos sensíveis e hilários ao mesmo tempo, mas peca pelas histórias fora de contexto usadas apenas para compor o personagem de Baldwin. Ainda assim, o detalhe não atrapalha o desenvolvimento da trama.

São dez episódios, cada um com cerca de 40 minutos, que merecem uma boa maratona de fim de semana. Se drama é sua praia, reserve um tempo e se prepare para as lágrimas. A primeira temporada de ‘Família ao Resgate’ vai te conquistar rapidinho.

*Heyder Mustafá é jornalista e produtor cultural formado pela UFBA, editor de conteúdo da GFM e Bahia FM, apresentador do Fala Bahia e apaixonado por cinema, literatura e viagens.