Música

Fãs de Sandy e Junior que vivem no exterior virão ao Brasil para acompanhar turnê

Os tietes da dupla estão cada vez mais ansiosos para o início dos shows

Agência O Globo

A volta de Sandy e Junior não estremeceu apenas o Brasil. O mundo também não estava preparado para o retorno da dupla que, depois de 12 anos, fará uma turnê a partir do dia 12 de julho. Através do canal de Whatsapp e Facebook do EXTRA, fãs que moram no exterior compartilharam seus planos de viagem para cá a fim de acompanhar a comemoração dos 30 anos de carreira dos irmãos.

É o caso de Ana Cristina, de 32 anos, que há quatro anos vive em Toronto, no Canadá. Em agosto, a mineira de Igarapé chegará no Brasil exclusivamente para ir aos shows de Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo.

— A última vez que fui a um show da dupla foi em 2006. É uma oportunidade única de matar a saudade — comemora ela.

Por causa da faculdade, Ana não pretendia vir ao Brasil em 2019. Os planos, no entanto, mudaram assim que a turnê "Nossa história" foi anunciada:

— Quando abriram as vendas tentei comprar meus ingressos pela internet e não consegui, então tive que arrumar as entradas com uma amiga.

Viajar repentinamente não está saindo barato para a bartender. Em cada ingressos, Ana desembolsou R$ 600. De passagem, são mais R$ 3.000. Por sorte, ela não precisará arcar com os custos da hospedagem, já que em Minas fica na casa da família e, em São Paulo, na de amigos.

— Curitiba ainda não onde ficarei. Deve ser algum hostel, quem sabe hotel... Por sorte, as passagens entre as cidades foram promocionais, mas confesso que financiar essa aventura está bem puxado — conta.

Quando o que faria pelos ídolos para os amigos canadenses, muitos acharam loucura. Apesar disso, Ana Cristina não se arrepende: 

— Ninguém acreditou que eu, com meus 32 anos e tão séria, surtaria dessa maneira. Mas, por morar longe, eu já perdi muitos shows deles. É coisa de fã.

Quem não teve tanta sorte em garantir seu lugar ao sol foi o baiano Bruno Saavedra, de Portugal:

— Estou tentando comprar o ingresso através do amigo de um amigo que está em Brasília. Quando as vendas começaram, uma colega ficou 30 horas na fila para mim e nem assim conseguiu. Por estar fora do Brasil, é impossível comprar pela internet. Mas sigo na luta.

Quanto aos custos com passagem e hospedagem, Bruno confessa que não prefere pensar nisso ainda. Primeiro, quer garantir a entrada no Estádio Mané Garrincha:

— Vou do aeroporto direto para o show e, no final, volto para o aeroporto se for preciso (risos).

Morador de Lisboa há 15 anos, o fotógrafo nunca teve a oportunidade de ir a um show da dupla enquanto estava no Brasil por questões de distância e financeiras:

— Sou de Itamaraju, no extremo sul da Bahia. O mais próximo que eles chegaram da minha cidade foi Salvador, que fica a oito horas de viagem. Além disso, eu não tinha condições de ir aos shows. Lembro que, na infância, era difícil para minha mãe comprar os CDs.

Na mudança para a Europa, ele recorda um dos momentos mais tristes de sua trajetória como fã: desfazer-se da coleção de revistas que juntou desde os oito anos guardando o dinheiro da merenda escolar.

— O limite de bagagem eram duas malas de 21kg. Por isso, precisei dar todas as minhas pastas para um vizinho. Só não dei meus CDs. Estes eu fiz questão de trazer comigo.

Quando soube do retorno dos ídolos, algo que ele define como um evento díficil de se repetir, Bruno soube que precisaria realizar o sonho de infância:

— Não contei nem para os meus familiares para não dar problema (risos).