Cinema

‘Loja de Unicórnios’ é desnecessário e irritante

Filme é o primeiro dirigido por Brie Larson

Heyder Mustafá* (heyder.mustafa@redebahia.com.br)
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É muito difícil um filme protagonizado por uma boa atriz e um ator excepcional ser medonho, mas ‘Loja de Unicórnios’ está aí para mostrar que toda regra tem exceção. Disponibilizada pela Netflix, a trama é uma vergonha alheia sem tamanho do começo ao fim. Sem propósito, sem alma, sem razão para existir, o roteiro certamente só foi tirado do papel porque a protagonista e diretora, Brie Larson, conseguiu projeção após interpretar a Capitã Marvel. Apenas isso justifica essa bizarrice colorida.

No filme, Kit é uma adulta infantilizada, chata e aborrecida com as pancadas dadas pela vida. Tratada pelos pais como uma debilóide, ela insiste em não crescer e, para sair do sofá de casa, se joga no primeiro emprego que encontra. É lá que ela recebe um convite para visitar uma loja misteriosa comandada pelo personagem vivido por Samuel L. Jackson, onde poderá realizar o sonho de ter um unicórnio.

A partir daí a maluquice não tem fim. O filme é tão perdido quanto Brie Larson. A atriz apenas se movimenta na frente da câmera, incapaz de esboçar qualquer coisa além de apatia. A atuação é sofrível, a história é desnecessária e o filme não passa de uma produção irritante, que jamais deveria ter sido pensada, muito menos realizada.

Se você não quer perder preciosos minutos de sua vida, passe longe de ‘Loja de Unicórnios’. Se você já viu, façamos juntos um esforço para apagar esse vexame da nossa memória!

Heyder Mustafá é jornalista e produtor cultural formado pela UFBA, editor de conteúdo da GFM e Bahia FM, apresentador do Fala Bahia e apaixonado por cinema, literatura e viagens.