Música

Mart’nália diz estar pronta para show na Concha: "já comi minha rabada no Rio Vermelho"

Cantora apresenta o show + Misturado, neste sábado (29), às 18h30, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves

Laura Fernandes, do Correio 24 Horas (laura.fernandes@redebahia.com.br)

Prestes a cantar na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, a cantora carioca Mart’nália, 51 anos, garante que está em Salvador para “trabalhar e descansar”. “Não fico catando o que fazer, não, pra poder ficar à toa mesmo”, explica, rindo. O único compromisso profissional, reforça, acontece neste sábado (29), às 18h30, data em que apresenta o show + Misturado, com repertório do disco homônimo lançado no início do ano.

“É sempre bom poder vir aqui, porque me sinto em família, de tantos amigos que tenho. Tenho um apezinho e é outro astral a gente poder viver um pouquinho a cidade sem ser só trabalhando”, explica Mart’nália. Ela já almoçou “uma rabadinha no Rio Vermelho”, não vê a hora de “comer lambreta com uma cerveja bem gelada” e está desejando um banho no Porto da Barra: “uma das praias mais gostosas do mundo”. “Nem na minha banheira tem uma água tão quentinha!”, gargalha.

Na Concha, um dos lugares onde mais se apresentou em Salvador em 30 anos de carreira, Mart’nália passeia pela soul music carioca, pelo pop, ijexá e samba. O repertório reúne músicas de diferentes artistas gravados no álbum + Misturado, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Geraldo Azevedo, José Carlos Capinan,  Maria Bethânia e Djavan. Sucessos de outros discos também estão no show que conta com participação da cantora baiana Illy, que também faz o show de abertura da noite.

Foto: Almiro Lopes/CORREIO

Bandeira

No samba desde o berço, influenciada pelo pai Martinho da Vila (que vai ganhar um documentário dirigido pela filha, em 2018), Mart’nália garante que não tem problema em transitar por diferentes gêneros. Pelo contrário, foge dos rótulos e quer “ser Mart’nália, mais do que uma cantora disso ou daquilo”. “O que importa é ter a liberdade de ser o que se é, na hora que se quer, do jeito que quiser”, defende.

Ao tirar o pé do samba em + Misturado e no disco Não Tente Compreender (2012), produzido por Djavan, Mart’nália foi criticada. “As pessoas disseram ‘ela brigou com o samba, nunca mais vai cantar samba’. É impossível eu não cantar samba! (risos) Mas Dija sempre me atentou para isso, que enquanto eu puder ser livre, eu seja”, conta, garantindo que não se preocupa com críticas.

Além de não se preocupar com críticas, Mart’nália faz questão de não se envolver em polêmicas. Clicada seminua dando um beijo na boca do cantor Ney Matogrosso, cena dedicada ao pastor e deputado federal Feliciano, em 2013, a artista se esquiva ao comentar as recentes declarações de Ney sobre ser um ser humano, acima de sua orientação sexual.

“Cada um faz o que quer. Tenho preguiça disso, tenho preguiça de tudo na verdade (risos). Gosto de falar da minha arte, de cantar o que tem que cantar, fazer meu picadeiro e divertir as pessoas. O que gosto no meu show é ver todo mundo feliz, indo embora pra casa soltinho. Foco na minha vida, no meu trabalho e o resto é a vida de cada um. Bandeiras, nem do meu time! Até porque o Vasco está cada vez pior...”, gargalha.

Serviço

Concha Acústica do Teatro Castro Alves (Campo Grande | 3003-0595). Sábado (29), às 18h30. Ingresso: R$ 80 | R$ 40 (pista) e R$ 160 | R$ 80 (camarote). Vendas: no TCA, nos SACs dos shoppings Barra e Bela Vista ou pelo site www.ingressorapido.com.br.