Turismo

Receita da hotéis de Salvador deve crescer mais de 10% em 2020, diz estudo

Até o final de 2024 o Brasil terá 169 novos hotéis

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O Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) acaba de divulgar a 14ª edição do Panorama da Hotelaria Brasileira. O estudo foi feito pela HotelInvest. As 35 das principais redes hoteleiras do país informaram a previsão de novas aberturas até 2024 e 25.768 unidades habitacionais foram analisadas para sinalizar ao mercado o potencial de crescimento de receita no setor.

Os principais resultados apontam para uma intensificação do ritmo de crescimento de desempenho dos hotéis no Brasil. A HotelInvest projeta aumento de receita em todos os mercados analisados, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Vitória, que devem crescer acima de 10%.

Entre as cidades com crescimento moderado de receita para 2020, de 5 a 10%, estão Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza e Recife. Apesar da ociosidade um pouco maior em parte desses destinos, diversos dias já apresentam boa ocupação, o que facilita o processo de aumento de tarifa, tanto das públicas como das negociadas. Os hotéis em Maceió se destacaram em 2019 com uma das melhores taxas de ocupação do Nordeste.

Entre as 11 cidades, apenas Goiânia tem perspectivas de crescimento mais modestas, abaixo de 5%. A cidade é a única com ocupação anual abaixo de 60% e ainda há novas aberturas previstas.

As estimativas são mais favoráveis, porém a HotelInvest acredita que os resultados serão mais positivos que o previsto. Em um ambiente econômico mais favorável e com evolução de oferta ainda restrita, o desempenho dos hotéis no Brasil deve melhorar, especialmente na diária média, que por muito tempo esteve abaixo das expectativas.


Segmentos econômico e supereconômico  

Até o final de 2024 o Brasil terá 169 novos hotéis. A nova oferta contempla 54 marcas dos melhores hotéis do Brasil com uma oferta de 24.914 unidades habitacionais, concentradas nos segmentos econômico e supereconômico (66%), no sudeste e sul (75%), e em cidades do interior com até 300 mil habitantes (45%).

O estudo aponta ainda uma tendência de interiorização dos investimentos em hotelaria, e com a retomada do crescimento econômico nacional, a estruturação de novos hotéis em municípios de pequeno e médio porte deve se intensificar. E o perfil claro de produto para tais regiões são os hotéis mais simples.