Música

Roberto Carlos conta como a pandemia potencializou seu TOC

Às vésperas de completar 80 anos, na próxima segunda (19), o Rei diz que está feliz

Maria Fortuna e Silvio Essinger, Agência O Globo

A pandemia potencializou o Transtorno Compulsivo Obsessivo de Roberto Carlos. Do conjunto de manias que o compositor desenvolveu dentro do TOC, o hábito de lavar as mãos e higienizar tudo em volta foi o que se tornou mais rigoroso desde que a pior crise sanitária tomou conta do mundo ("lido com a pandemia com muito cuidado, até exagerado. Não estou curado do TOC, estou lutando", diz).

A vaidade também foi atingida. Isolado em seu apartamento, na Urca, onde gosta de tomar sorvete e assistir ao "BBB", o Rei teve que deixar de lado os cuidados com a aparência. Como a chapinha no cabelo, por exemplo.

Mas, às vésperas de completar 80 anos, na próxima segunda (19), Roberto diz que está feliz ("sou um cara com muitos sonhos aos 80 anos") e aproveita o momento para refletir sobre a vida, "pensar no passado, presente e no futuro" ("me arrependo de algumas coisas que não fiz e outras poucas coisas que fiz"). Ele deseja comemorar a data recebendo o amor do público "à distância".

Por pouco, tempo, acredita, já que os planos para 2022 estão a todo vapor. Além do início das filmagens do longa que contará sua vida (dirigido por Breno Silveira), previstas para o primeiro semestre, há uma turnê pelo México em fevereiro. Em março, a volta do projeto Emoções em Alto Mar. Uma apresentação de aniversário em Cachoeiro de Itapemirim está marcada para abril, seguida do início da uma turnê pelos Estados Unidos. Em junho, acontece o Projeto Emoções Praia do Forte e, na sequência, uma série de shows pela Europa. Antes de tudo, o Rei lança um dueto com a cantora paraense Liah Soares na próxima novela das 21h, "Um lugar ao sol".

Nesta entrevista, ele defende a vacina ("acredito na ciência")  e conta como lida com a chegada da nova idade ("não me assusta, o importante é que eu me sinto bem e com menos idade do que a que tenho").