Turismo

Saiba como foi a viagem inaugural do voo mais longo do mundo

Avião partiu de Cingapura e pousou em Newark (NJ), cidade vizinha a Nova York, após quase 18 horas de viagem

Agência O Globo

O voo comercial mais longo do mundo chegou nesta sexta-feira em Nova York, após quase 18 horas de viagem de Cingapura. De acordo com o portal do aeroporto Newark Liberty International - em Nova Jersey (a menos de 30 km da Ilha de Manhattan, em Nova York) -  o voo inaugural SQ22 aterrissou às 5h29m local (6h29m de Brasília), após ter decolado às 23h37m de Cingapura, fazendo cerca de 17h52m de voo. Em teoria o voo seria de 18 horas e 25 minutos. Mantendo a teoria, o voo de volta até Cingapura deverá ser um pouco mais longo. Durante a viagem, o avião fez um trajeto equivalente a 16.500 km.

"Sinto-me perfeitamente descansado", declarou Kristopher Alladin, um canadense de 37 anos, antes de pegar um voo para Ottawa. "Tenho sorte de conseguir dormir em aviões." "Apesar de estar na classe econômica premium, tem-se a impressão de estar na primeira classe", acrescentou.

Ranking atualizado

A aeronave levou 161 passageiros: 67 na classe executiva e 94 na 'econômica premium'. O avião não possui classe econômica. Com este novo voo, a Singapore Airlines recupera o primeiro lugar no ranking das empresas que fazem as viagens mais longas. O voo tirou do primeiro lugar o 921 da Qatar Airways entre Auckland e Doha, de aproximadamente 18 horas.

No entanto, esta não é a primeira vez que a companhia aérea fez essa rota, que já existiu há nove anos antes de abandoná-la em 2013, quando os preços do petróleo acabaram com sua rentabilidade. Apesar do preço do barril de Brent superar outra vez os US$ 80, a companhia aérea está convencida de que esta rota especialmente apreciada por empresários pode ser rentável pelo melhor desempenho energético das aeronaves.

Equipe em turnos de trabalho

Dois pilotos e dois copilotos se revezaram no comando do Airbus A350-900 ULR (ultra longo alcance), que percorreu 16.700 quilômetros entre a cidade-Estado do sudeste asiático e Nova Jersey. A tripulação, com 13 auxiliares de cabine, trabalhou em turnos para que todos tivesem as quatro horas de descanso mínimo regulamentar, informou a Singapore Airlines.

O tempo de voo é um desafio para os passageiros. Aqueles que não estavam com livros puderam recorrer a um catálogo de filmes e programas de televisão com uma duração acumulada de 1.200 horas, o equivalente a sete semanas. O menu a bordo contou com pratos selecionados para que os clientes se sentissem à vontade no voo.