Música

'Tive mais de 90% de aceitação', afirma Khill, o novo vocalista do Chiclete com Banana

Banda se apresenta na terça-feira de Carnaval, puxando o trio sem cordas

Priscila Morais* (priscila.morais@redebahia.com.br)
- Atualizada em

Onde Está Meu Trio?


A banda Chiclete com Banana foi criada em 1980, conhecida como 'Scorpius', e seguiu com este nome até 1982. A partir daí, a nação chicleteira acompanha o grupo até hoje, levando multidões e agitando o público brasileiro com o seu clássico Axé. Em sua nova formação, Khill, Waltinho Cruz, Wado Marques, Denny e Shanon, estão cheios de novidades e os integrantes bateram um papo com o portal iBahia, revelando um pouco do que vem por aí. Confira:

Foto: Priscila Morais | iBahia
iBahia: Khill, como surgiu a oportunidade de ser vocalista do Chiclete?
Khill: O Chiclete, para mim, surgiu em duas etapas. A primeira, quando o Chiclete teve o desfecho a primeira vez, surgiu a oportunidade. Algumas pessoas tentaram intermediar, mas acabou não dando certo, e a segunda vez acabou dando certo, as coisas foram caminhando, mas eu só tive convicção mesmo quando eu entrei na sala do escritório do Chiclete, encontrei Wado e toda a equipe. 

iB: Você já fez alguma participação na banda antes de ser o vocalista do Chiclete?
Khill: Não, não.. Minha primeira vez! Fizemos dois ou três ensaios e já fizemos dois shows e foi muito tranquilo, porque o Chiclete sempre foi uma essência para mim.

iB: Sobre a música do Carnaval, o que está sendo preparado? 
Khill: A canção, foi uma canção muito natural. Uma das coisas que eu me preocupei muito foi de como seria essa nova história, quis trazer algo novo, ai trouxe algumas canções e mostrei para todo o grupo e chegamos em um acordo que iríamos gravar. Apesar de tá muito em cima, essa minha vinda pro Chiclete acabou fluindo bem e a gente gravou e quando fizemos o show, a galera já estava cantando. A nação chicleteira é algo que ajuda muito nesse sentido. O nome da música é 'Chicleteou' e foi muito bem aceita. 

iB: Quais são os lugares que vão se apresentar durante o Carnaval?
Khill: Aqui em Salvador, vamos tocar na terça-feira, na pipoca.
Wado Marques: Nos outros dias, vamos tocar em vários estados: Pernambuco, São Paulo, Cuiabá... E aí encerraremos com chave de ouro, na terça-feira, no Carnaval da Bahia, na Barra. 

iB: Após o Carnaval, o que vem por ai?
Khill: Ê! Muita trabalheira (risos). Após, não! Desde de agora, estamos sem tempo para nada. Graças a Deus, o Chiclete está sendo muito bem aceito. Eu tinha uma certa tensão de como os chicleiteiros iriam reagir com a minha ida e a aceitação foi mais de 90% e isso está me dando uma tranquilidade muito grande. Com isso, a agenda do Chiclete tem crescido.

iB: Por conta da crise, o que você acha que isso pode influenciar no Carnaval de Salvador?
Khill: Eu sempre olhava pra musica da Bahia. Tirando um pouco essa questão da crise - porque a crise, de certa forma, acaba afetando todas as áreas -, mas a minha preocupação era o perfil do Carnaval. Como seria esse retorno do axé, porque o axé, de certa forma, deu uma caída com os outros hits que chegaram. Fiquei pensando como seria essa mudança, o que poderia alavancar o axé. E essa minha vinda pro Chiclete pode ser um termômetro para que outros seguimentos, principalmente voltados ao axé, não acabem. O movimento do Chiclete, do povo chicleteiro, tudo isso pode nos ajudar para o Carnaval também.

iB: O que a nação chicleteira pode esperar por essa formação?
Khill: Como eu disse, hoje tocar no Chiclete está sendo muito tranquilo, porque o repertório do Chiclete fez parte da minha vida. Eu vou estar trazendo algumas canções que o Chiclete ao longo do tempo deixou de tocar, a expectativa está plena.

iB: Tem algum artista em que você se espelha?
Khill: Eu sou muito eclético. No início da minha carreira, eu sempre busquei olhar para os artistas da Bahia, Durval, Bell, mas depois ao longo do tempo, o meu próprio caminhar serve como base, então eu sou muito tranquilo hoje.

iB: Qual a sensação da entrada de Khill, Wado e Waltinho?
Wado: É a sensação de um link perfeito. O Chiclete com Banana, eu costumo de dizer, que tem uma coisa inexplicável. Só percebemos isso no ar. Então, essa percepção de Khill no Chiclete com Banana vai contribuir muito pra que a gente possa resgatar cada vez mais a história do Chiclete com Banana e evoluir com a mesma característica do Chiclete com Banana. Então, nossa expectativa é a soma, de resgatar o que já foi feito, o que estava perdido, e transformar essa história numa modernidade.

Waltinho: Khill é um cara que respira Chiclete pra caramba e conhecedor do conteúdo cenográfico com Chiclete, é bom porque traz pra a gente uma continuação, né? Das levadas do Chiclete, daquela coisa que o Chiclete sempre foi, a eterna alegria, eterno movimento de energia no Carnaval, então isso Khill tem e é muito bom para o Chiclete. Pra a gente, tudo está se encaixando perfeitamente. 

Ao concluir a entrevista, relembramos a participação de Khill no 'Programa Livre', apresentado por Serginho Groismann há mais de 15 anos, e o vocalista brincou com o episódio. "Eu não tinha noção que seria um dia vocalista do Chiclete, eu tinha 18 anos, gostava do Chiclete e a galera pedia pra eu cantar, acho que pela semelhança da voz, aí um amigo meu comentou que o Chiclete ia tocar em Salvador, em um programa, e eu poderia fazer uma pergunta e que a banda poderia me chamar pra tocar. Aí eu fui, fiz a pergunta tremendo, parecendo uma vara verde, coisa de fã. Quando vejo esse vídeo, tenho pena de mim mesmo", finalizou aos risos. 

* Sob supervisão e orientação do repórter Guinho Santos.