TV

TV Bahia firma parceria com blocos Afro para Carnaval 2019

Cerimônia contou com a presença dos blocos Olodum, Ilê Ayê, Filhos de Gandhy, Malê DeBalê, Muzenza e Cortejo Afro.

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
- Atualizada em

Nesta quinta-feira (07), a TV Bahia firmou parceria com os blocos afro para o carnaval 2019. O evento de oficialização aconteceu na sede da Rede Bahia, no bairro da Federação, às 19h. A cerimônia contou com a presença dos blocos Olodum, Ilê Ayê, Filhos de Gandhy, Malê DeBalê, Muzenza e Cortejo Afro.

Foto: iBahia
Na ocasião, os presidentes de cada agremiação assinaram o contrato de parceria acompanhados de membros dos blocos devidamente caracterizados. O evento ainda contou com a exibição do VT sobre a valorização da ancestralidade baiana preparado pela TV Bahia, que será exibido na programação e no Bahia Folia, durante a cobertura do Carnaval.

“Essa parceria demonstra o quanto a TV Bahia está conectada às raízes do estado e ao povo baiano. Os blocos afro, além de tradicionais, surgiram dentro dos bairros numa expressão genuinamente popular de resgate cultural e valorização da população negra nos circuitos da folia. É muito importante mantermos essa tradição”, destacou João Gomes, diretor executivo de televisão da Rede Bahia.

A jornalista Camila Marinho, que será responsável pela cobertura do Bahia Folia em companhia de Marrom e Alessandro Timbó, também ressaltou a importância da parceria. "É muito gratificante fazer essa parceria, porque são os blocos que realmente mostram as nossas raízes baianas. Além disso, são blocos que trazem essa coisa do social e da inclusão. Nasceram na periferia e conseguiram unir as pessoas e dar identidade e voz para elas". 


Conheça mais sobre cada um dos blocos


Ilê Aiyê – Primeiro bloco afro do país, nasceu no Curuzu/Liberdade em 1974 com o objetivo de preservar, valorizar e expandir a cultura afro-brasileira. Ao longo de sua história, vem homenageando países africanos e revoltas negras brasileiras, além de inspirar o surgimento de outros blocos. Conhecido como O Mais Belo dos Belos, é considerado patrimônio cultural do estado.

Olodum – Criado em Salvador no Pelourinho em 1979, numa época em que o bairro era marginalizado e discriminado pela população baiana, surgiu com o objetivo de celebrar a herança cultural africana e estimular a autoestima e orgulho de ser afrodescendente.

Malê Debalê – Surgido em 1979 por iniciativa de um grupo de moradores de Itapuã, seu nome faz referência ao povo de origem africana que lutou na Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador em 1835. O bloco se destaca por levar para os circuitos do Carnaval reflexões sobre a luta contra o racismo e a ocupação de espaços pela população negra.

Muzenza – Nasceu no bairro da Liberdade, como uma homenagem ao músico jamaicano Bob Marley, responsável pela difusão internacional do reggae. Ao longo dos anos, no entanto, além do reggae, passou a congregar um grande número de variações rítmicas. Algumas canções compostas por seus membros ganharam fama nacional na voz de artistas como Daniela Marcury, Carlinhos Brown, Maria Bethânia e Gal Costa.

Filhos de Gandhy – Criado em 1949 por estivadores do Porto de Salvador, o nome é inspirado na trajetória do líder indiano Mahatma Gandhi, mesclando preceitos hindus e tradições africanas. Composto somente por homens, a fantasia de seus integrantes é formada por um lençol costurado na parte frontal, turbante, broche, sandálias e colares nas cores azul e branca em referência aos orixás Oxalá e Ogum.

Cortejo Afro – Nasceu em 1998 no bairro de Pirajá dentro dos limites de um terreiro de Candomblé com o objetivo de reafirmar valores e aspectos da cultura negra na Bahia. Com roupas exuberantes, sombreiros e coreografias ricas em movimentos afro, sua apresentação busca transmitir o visual dos reinados das tribos africanas.