Dia dos Namorados

Saiba 6 questões de relacionamentos mais abordadas com psicológos

Dúvidas, crises e divergências: conheça os seis problemas mais frequentes em consultórios

Redação iBahia
10/05/2016 às 11h55

5 min de leitura
Tempo, paciência, vontade e investimento. Estes são alguns dos pré-requisitos necessários para se relacionar com alguém. Quando algum destes fatores está em falta ou não existe, é provável que vínculo entre os parceiros não se fortaleça e termine. Veja a lista divulgada pelo site ‘M de Mulher’ sobre as situações frequentes em consultórios de psicologia. 

1. Preciso dividir minhas senhas?

E-mail, celular, redes sociais. Diversas senhas estão inseridas no cotidiano para tentar garantir a privacidade e segurança. Mas como lidar quando o parceiro pede acesso irrestrito a elas? Algumas pessoas atribuem a recusa do pedido é prova de que algo está sendo escondido, mas a interpretação não deve ser essa.

“Ter um momento seu não representa falta de lealdade ou infidelidade”, disse Lucia Pesca, psicóloga especializada em sexualidade, em entrevista ao site ‘M de Mulher’. Os especialistas recomendam que cada parceiro mantenha atividades prazerosas independentemente do outro: sair com as amigas, almoçar com colegas e até viajar com a turma para evitar a novidade na vida conjunta e evitar a rotina maçante..

2. Morar junto é essencial?

Mesmo casados, alguns parceiros se questionam sobre a necessidade de morar junto. Atualmente, cada um tem a possibilidade de escolher como estruturar a vida conjunta sem se preocupar com as regras e os contratos tradicionais. Dá para se casar e viver em apartamentos diferentes se for para assegurar mais momentos felizes e tranquilos entre os dois.

“É preciso dar atenção aos desejos dos dois. Um não pode ceder só para que o outro fique satisfeito”, alerta a psicóloga Lidia Aratangy. E lembre que nenhum passo precisa ser definitivo. Vale fazer testes. Se não der certo, não tenha medo de soar o alarme e repensar o combinado.

3. As relações também são descartáveis?

Em um mundo que assumiu a linguagem e a velocidade da internet, as relações amorosas também adquiriram um novo ritmo. O que nem sempre é bom. “O amor tem o seu tempo de amadurecimento, exige calma nas descobertas”, explica Lidia Aratangy. O imediatismo atrapalha e pode até impedir a união de se firmar.

Interpretamos com muita seriedade se o parceiro demora a responder a uma mensagem ou se não corresponde ao que estamos sentindo com a rapidez desejada. Essa pressa gera ansiedade e desconfiança, o que acaba levando a relações frágeis e volúveis.

4. É hora de assumir como casal?

Vocês estão saindo há algum tempo, criaram um laço e há afeto, mas ninguém teve coragem de dar o próximo passo. Esta atitude é definida como um afrouxamento dos relacionamentos.

“Vivemos uma fase de enorme variedade de composições, um cenário complexo de intimidades”, comenta Christian Dunker. Antes, as opções eram namorar, casar ou separar. Agora, tem quem fique junto apenas nos fins de semana ou conte com um companheiro para ir ao cinema, outro para jantar. “A facilidade em relacionar-se deixa no ar o pensamento ‘quem sabe não aparece algo melhor’, adiando o compromisso e quebrando parte do encanto”, avalia a psicóloga Lucia Pesca.

5. Ter ou não ter filhos?

Se antes maternidade era encarada como uma consequência natural do casamento, hoje, ter filhos já é uma decisão bastante negociada entre casais. Os dois precisam estar cientes das mudanças que a chegada do bebê causará – desde um novo planejamento profissional até a revisão das finanças, passando pelo impacto na vida amorosa – e aceitar encará-las juntos. “Ser pai ou mãe é um compromisso definitivo. É claro que assusta”, pondera Teresa Avolio.

6. É interesse ou desconfiança?

Você está na happy hour com as amigas e o parceiro liga a cada 15 minutos? Checa suas publicações (e comentários) nas redes sociais e depois vem tirar satisfação? Esses exemplos poderiam passar por interesse sincero caso não fossem exagerados.

“Quando não tinha Facebook para fuçar, vasculhávamos bolsos de paletó ou papéis em casa. É do ser humano isso”, afirma Lidia. O problema é o monitoramento excessivo, sintoma de insegurança. Se o vínculo da relação não está fortalecido, o parceiro entende que o contato insistente é uma maneira de garantir o amor e a fidelidade. Porém, este não é o melhor caminho. “O domínio sobre o outro é totalmente ilusório. Nunca sabemos o que uma pessoa está pensando ou sentindo intimamente”, resume Lidia.