Futebol

Atlético-MG no Marrocos: as zebras chegaram a Marrakech

Ao iBahia Esportes, Lincoln Pinheiro conta todos os passos da invasão da torcida do Atlético-MG naquele país e tudo sobre o Mundial de Clubes

Lincoln Pinheiro* (esportes@portalibahia.com.br)
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Todos os anos milhares de zebras migram através do continente africano fugindo da seca e procurando pastagens mais verdes. Nesse arriscado percurso, várias zebrinhas mancas, adoentadas ou distraídas morrem nas bocas de felinos ou crocodilos, enquanto as mais fortes continuam o percurso.

Um tal de Darwin explicou que esses predadores são benéficos à espécie equina, pois as zebras mais fortes espalham seus genes e fortalecem a espécie. Chamou isso de seleção natural.Em sua centenária história o Galo também enfrentou muitos perigos. Não felinos ou crocodilos, mas árbitros tendenciosos, times que traíram o Clube dos 13 em busca de proteção da CBF e do STJD. Isso fez do atleticano um forte por natureza, um vencedor na seleção natural. As zebras africanas viajam pelas savanas e não ousam enfrentar os desertos marroquinos. Mas os atleticanos, ousados como são, com mais fé que o mais fanático religioso, chegaram a Marrakech. Por todo lado que olhamos vemos as listras pretas e brancas. Estas, não há crocodilo, leopardo, leão, CBF e STJD capaz de matar. O nosso time é imortal, como imortal é o poeta Vicente Motta que compôs o hino da nossa gente.*Juiz federal e colunista da rádio CBN Salvador e do site Fala Bahia, Lincoln Pinheiro é torcedor fanático do Atlético-MG e está acompanhando o time no Mundial de Clubes, no Marrocos