Brasileira se compara a McGregor e pede chance no UFC

Campeã do Invicta FC, Lívia Renata acredita que encerrou seu ciclo na entidade

Redação Correio 24h

Desde 2013, quando Ronda Rousey venceu Liz Carmouche no UFC 157 e marcou a estreia da categoria feminina, o UFC tem sido alvo de cobiça das lutadoras de MMA. E a realidade não é diferente para a brasileira Lívia Renata Souza, atual campeã peso palha do Invicta FC.


Aos 24 anos, a lutadora ganhou destaque nos torneios mundiais de jiu-jitsu e se tornou sucesso desde que migrou para o MMA. "Migrei do jiu para o MMA quando abriu a minha categoria no UFC. A Ronda foi a embaixadora do MMA feminino, só tenho a agradecer tudo que ela fez para o esporte. O MMA feminino é mais dinâmico comparado ao masculino por não ter tanta estratégia, ser uma luta mais franca", avaliou a campeã em entrevista ao UOL Esporte.


Mas não foi fácil para Lívia iniciar sua trajetória nas artes marciais. O primeiro obstáculo a superar foi a aceitação da família. O impacto aconteceu depois de se machucar em sua terceira luta.


"Não era esse UFC da Globo, em que o Rafael dos Anjos vai até no programa da Ana Maria. Naquela época as pessoas tinham a imagem de que era briga de animal, algo muito violento. Minha família sentiu bastante porque, quando lutei com a Andressa Rocha, levei um chute no osso orbital e fiquei com uma lesão meio séria e feia", relatou ela.

Lívia está invicta em nova lutas e quer decidir seu futuro com o UFC (Foto: Reprodução/Instagram)


"Hoje eles acostumaram, fiquei mais experiente e foi ficando mais natural. Não vamos dizer que é como uma profissão qualquer, mas é uma profissão valorizada. Lutador de MMA de um grande evento não ganha igual um jogador de futebol, mas tem visibilidade parecida hoje em dia", disse.


Para chegar até a principal organização da categoria, ela quer manter o mesmo ritmo. Invicta em nove lutas, ela venceu sete duelos por finalização e um por nocaute. No confronto com DeAnna Bennett, a paulista precisou de apenas 90 segundos para conquistar o triunfo.


"Vou esperar minha mão se recuperar, definir em qual organização vou permanecer, se vou sair e assinar com o UFC. Penso que cumpri minha missão no Invicta, provei meu valor em pé e quero novas oportunidades para minha carreira", projetou Lívia.


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