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Caso Daniel: assassino confesso recebeu proposta de R$ 70 mil para tirá-lo da prisão

De acordo com o Depen, Edison Brittes recebia de 35 a 40 notas por dia; bilhetes encontrados na cela foram recolhidos

Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
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Acusado de matar o jogador Daniel, Edison Brittes recebia entre 35 e 40 bilhetes em sua cela na Casa de Custódia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A afirmação foi feita pelo próprio Edison ao Conselho Disciplinar do Departamento Penitenciário (Depen) do Estado do Paraná. Um dos bilhetes sugeria uma fuga do homem mediante pagamento de R$ 70 mil.

Bilhete encontrado oferece fuga por R$ 70 mil. (Foto: Reprodução/RPC)

O depoimento foi prestado por Edison Brittes depois que inspetores encontraram vários bilhetes em celas do presídio onde ele estava detido. A declaração consta no relatório do Conselho Comunitário e a RPC teve acesso.

Acusado de matar o jogador Daniel, Edison Brittes confessou o crime, ocorrido em outubro de 2018, em São José dos Pinhais.

Edison Brittes, o Juninho. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Ainda segundo o relatório, os bilhetes tratavam de pedidos de ligações de celular e planejamento de fuga. Em depoimento, Edison afirmou que não se responsabiliza pelo conteúdo dos bilhetes recebidos e que não tem intenção de fugir.

Edison Brittes foi transferido para a Casa de Custódia de Curitiba na última sexta-feira (8). Antes disso, ele ficou em isolamento disciplinar por dez dias.

Fuga e R$ 70 mil

O bilhete que propõe a fuga de Edison mediante pagamento de R$ 70 mil foi enviado por um preso identificado como Richard. Ele explicou que falou com os responsáveis pelo resgate e que Edison tinha que pagar o valor para sair da prisão.

O acusado afirmou não ter relação com Richard. "Edison Brittes, hoje, é dono de uma mística no Departamento Penitenciário. Principalmente, de uma mística, de um mito de que ele tem dinheiro. O próprio apelido que deram a ele de Juninho Riqueza atrai esse tipo de situação. Esses bilhetes não foram lidos por ele, muito menos respondidos", disse o advogado.

O caso Daniel

O jogador de futebol Daniel Corrêa foi morto depois de participar de uma festa de aniversário de Allana Brittes. As comemorações começaram em Curitiba e se estendeu até a casa da família Brittes, em São José dos Pinhais.

Daniel Corrêa. (Foto: Divulgação)

Edison Brittes, conhecido como Juninho, confessou o crime. Ele afirmou ter matado o jogador em depoimento à Polícia Civil. A defesa dele afirma que Daniel tentou estuprar Cristiana, esposa de Edison. A defesa alega ainda que o réu matou Daniel para defender a mulher.