Futebol

Com Neymar em camarote, PSG tem queda catastrófica na Liga dos Campeões

Time francês é eliminado pelo Manchester United com gol de pênalti nos acréscimos

Agência O Globo
ais uma vez a Liga dos Campeões terminou em catástrofe para o Paris Saint-Germain. A sensação é de que não importa o quanto se gaste em transferências ou quantas estrelas se unam ao projeto parisiense. O sonho de conquistar a Europa mais uma vez sucumbiu nas oitavas de final. Com o lesionado Neymar vendo de camarote, o PSG foi eliminado pelo Manchester United com um enredo que, talvez, só o futebol - com o acréscimo recente da tecnologia - seja capaz de proporcionar.
O golpe de misericórdia veio nos acréscimos do segundo tempo, quando já se imaginava que a derrota por 2 a 1, embora incômoda, seria o saldo final da jornada no Parque dos Príncipes. Mas aí o VAR entrou em ação para marcar um pênalti a favor do time inglês, que perdera no jogo de ida por 2 a 0. O toque com o braço do zagueiro Kimpembe foi inquestionável. A cobrança certeira de Rashford se juntou aos dois gols de Lukaku e sacramentou um desfecho épico para o time visitante, que venceu por 3 a 1.
A eliminação da temporada atual se junta a outros traumas recentes do ricaço PSG, que não economiza na hora de contratar, mas ainda não conseguiu estender o domínio para além das fronteiras da França. Como esquecer aquela eliminação diante do Barcelona? De nada valeu o 4 a 0 para os franceses na ida, já que a volta foi um 6 a 1.
A derrota desta quarta-feira, no entanto, não tem o mesmo peso daquele atropelamento para o Barça, quando Neymar ainda defendia o time catalão. No entanto, machuca mais do que a eliminação da temporada passada, quando o craque brasileiro também ficou impossibilitado de atuar no jogo de volta contra o Real Madrid por causa da lesão no pé direito.
O fim da trajetória do PSG na Liga dos Campeões foi para um Manchester United que, embora seja um dos maiores clubes do mundo, não tem mais o peso de décadas passadas. O time estava esfacelado por lesões e suspensões. Não passar vergonha já seria lucro.
Mas o futebol tem uns enredos que parecem absurdos. As falhas individuais foram cruciais em Paris. Primeiro, o zagueiro Kehrer errou o recuo para Buffon e deixou Lukaku na boa para driblar o goleiro e fazer 1 a 0. Ficou claro que foi "sem Kehrer", com o perdão do trocadilho.
O gol de empate do PSG, anotado por Bernat, deu a impressão de que as coisas ficariam sob controle. Só que as falhas humanas são capazes de mudar os enredos do jogo.
Pela experiência e qualidade de Buffon, não dava para esperar que fosse a vez dele falhar. Assim como o PSG, ele ainda persegue o primeiro título de Liga dos Campeões. E a espera continuará por mais uma temporada, já que o italiano bateu roupa e novamente ofereceu um presente a Lukaku. Por pior que seja a fase do belga, ele não perde esse tipo de chance.
O PSG martelou, dominou as ações, enquanto o Manchester se retraiu, aguardando uma chance única para resolver. E ela veio nos minutos finais. Foi cruel para o PSG. Muito cruel.