Esportes

Com poucas mudanças, Fórmula-1 terá tira-teima entre Hamilton e Vettel

Temporada não terá brasileiros e ‘grid girls’. Halo e relargada parada são novidades

Agência O Globo

Pensou em Fórmula-1 dos últimos tempos, pensou na disputa Mercedes x Ferrari. Ou Lewis Hamilton x Sebastian Vettel, ambos tetracampeões. Mas a temporada de 2018, que começa na madrugada de domingo, às 2h10, no GP da Austrália, circuito de Albert Park, traz outros aperitivos para os fãs da modalidade acompanharem as 21 corridas. A começar pelo horário, adiado em 10 minutos, para que a transmissão da TV tenha mais tempo para apresentar os bastidores da prova. Agora, sem as "grid girls" na largada, conceito abolido pelos novos donos do circo, a americana Liberty Media, que argumentou não ser condizente com a sociedade atual. A medida gerou polêmica entre os aficionados e as garotas-propaganda. A Rede Globo transmite.

Foto: Reprodução/ Instagram

Dada a largada, os espectadores terão o primeiro impacto no visual. O halo, acessório de segurança acima do cockpit, que já foi experimentado em temporadas passadas, virou item obrigatório. Cada equipe ficou livre para desenhar a peça, mas dentro do peso de 14 kg, em média. Estética à parte, a promessa é de menos riscos aos pilotos, principalmente na área da cabeça. Afinal, pode absorver impacto de 12 toneladas.

Porém, nada deve impactar tanto o resultado da corrida quanto a relargada parada. Sai a fila indiana atrás do safety car, no retorno da prova interrompida por bandeira vermelha, e entra a formação no grid respeitando o posicionamento antes da paralisação. Se no primeiro caso, a distância entre os carros era eliminada, mas a ultrapassagem ficava prejudicada pela instabilidade aerodinâmica, no novo modelo, toda a emoção da largada será revivida.

Foto: Reprodução/ Instagram

Logo, mais possibilidades de troca de posições... e de acidentes. Dá para imaginar a regra em Mônaco. As apertadas ruas do principado são palcos frequentes de colisões na largada. A novidade, no entanto, não será usada sem critérios. O diretor de corrida da FIA, Charlie Whiting, levará em conta as condições da pista antes de colocar a relargada parada em ação. Pilotos chiaram pois o recomeço seria com pneus desgastados:

— É um comentário estranho para mim porque todos colocam pneus novos quando há uma bandeira vermelha —argumentou o diretor esta semana.

CORTE DE GASTOS

Não foram apenas os pilotos que torceram o nariz para as novidades. Os chefes de equipe não receberam tão bem a redução de quatro para três motores a serem utilizados na temporada a fim de reduzir custos. A economia acabará sendo utilizada na fabricação de um equipamento confiável.

Afinal, um motor duradouro, usado, em média, para sete corridas, poderá fazer diferença. A cada modificação extra na unidade de potência, o piloto perde posições no grid (após o acúmulo de 15 posições, irá para o fim da fila).

Por fim, este ano os brasileiros não terão para quem torcer — o país estará presente apenas na McLaren pela Petrobras, que será parceira técnica e fornecerá combustível a partir de 2019. Será a primeira vez, desde 1969, que o país não terá pelo menos um representante no grid.