Copa 2018

Como furar o Ochoa, paredão mexicano nas oitavas de final da Copa

Levantamento aponta goleiro sem grandes falhas, mas com seu lado direito mais vazado

Bruno Marinho e Igor Siqueira, de Agência O Globo

Guillermo Ochoa será uma atração à parte no duelo entre Brasil e México, segunda-feira, em Samara. O goleiro mexicano, carrasco da seleção pentacampeã quatro anos atrás, terá novamente a missão de parar o ataque liderado por Neymar. Com grandes atuações na Rússia, mesmo na partida em que sua seleção foi derrotada, ele possui um ponto fraco a ser explorado pela equipe de Tite.

Um levantamento feito de todos os gols sofridos pela seleção mexicana nas Eliminatórias da Concacaf e na Copa do Mundo até aqui mostra que quatro das 11 bolas que Ochoa não conseguiu defender entraram no lado direito do goleiro. Não houve falhas, mas a quantidade de finalizações que entraram na esquerda foi bem menor: apenas uma.

Ochoa gosta de atuar adiantado e já sofreu por causa disso. Na partida contra os Estados Unidos, Bradley percebeu a posição do goleiro e marcou um golaço de cobertura, da intermediária. Vale a pena os jogadores brasileiros observarem a movimentação dele durante o jogo. Para o técnico Juan Carlos Osorio, muito da classificação para as quartas-de-final passará necessariamente pelas mãos do goleiro.

- Tomara que ele tenha uma boa atuação, como em 2014. De bola parada, sabemos que, quando Neymar cobra do lado esquerdo, Thiago Silva aparece muito bem. Os atacantes do Brasil geram ações combinativas, chutam de longa distância com Coutinho. Vamos tentar fazer um jogo de igual para igual - explicou o treinador.

Quatro anos atrás, Ochoa entrou no radar da torcida brasileira depois de fazer ao menos quatro grandes defesas que garantiram o empate em 0 a 0 entre as seleções, na primeira fase da Copa do Mundo. Seu retrospecto contra o Brasil é bom: em três jogos, uma vitória, um empate e uma derrota, com três gols sofridos.

A notoriedade a nível nacional no Brasil chegou muito antes no futebol carioca. Ochoa possui grandes atuações contra Flamengo e Vasco, ambas no Rio de Janeiro. O goleiro, então no América, fechou o gol na vitória de 4 a 2 de seu time sobre o Rubro-Negro, pela Libertadores. Um jogo que ficou marcado pela grande atuação do paraguaio Cabañas.

Um ano antes, já havia feito chover no Rio, só que em São Januário, pela Copa Sul-Americana. Em uma partida marcada pela única vez em que Romário foi treinador e atacante do Vasco ao mesmo tempo, ele sofreu um gol, perdeu o jogo por 1 a 0, mas garantiu a classificação dos mexicanos para a próxima fase com grandes defesas, inclusive em finalizações do Baixinho, que só disputaria mais três partidas como profissional antes de se aposentar.