Futebol

Copa América é chance rara de ver craques do futebol, mas procura por ingressos decepciona

Todos já estão há muito mais tempo na Europa do que ficaram na América do Sul

Agência O Globo, com Redação iBahia
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Os chutes potentes de Suárez, os gols de Gabriel Jesus, a movimentação do craque eleito cinco vezes melhor do mundo, Messi. Estrelas do esporte, os sul-americanos passaram voando por seus países e há muito desfilam o futebol que todos querem ver na Europa. A dois dias do início da Copa América, porém, o público parece não estar tão interessado em vê-los.

Foto: Reprodução / Instagram
Levantamento do Extra destrinchou a carreira de sete dos grandes craques do torneio, que jogam em clubes gigantes europeus. Desde Messi, no Barcelona desde a adolescência, até Cavani, que foi para a Itália já adulto, todos já estão há muito mais tempo na Europa do que ficaram na América do Sul. Até o caçula Gabriel Jesus já atuou mais no futebol inglês (duas temporadas e meia) do que no brasileiro (duas).

Somando as temporadas das carreiras dos sete jogadores analisados, o levantamento mostra que eles jogaram durante mais de 88% na Europa. A chance rara de vê-los em campo, no entanto, não anima os brasileiros.

O único jogo com ingressos esgotados para a Copa América é a final, no dia 7 de julho, no Maracanã. Para os 25 jogos restantes ainda há ingressos disponíveis, inclusive a estreia do Brasil sexta-feira,contra a Bolívia, no Morumbi.

Só 60% dos bilhetes da Copa América foram vendidos. Para o jogo entre Equador e Japão, no Mineirão, só 1.400 ingressos foram vendidos até agora. Os ingressos estão disponíveis para o público geral no site da competição desde o dia 10 de janeiro, e 65% das partidas têm uma opção de ingresso a R$30 (a meia).

As saídas de casa dos craques

Messi saiu da Argentina aos 13 anos para jogar nas divisões de base do Barcelona, o que significa que há 19 anos ele não reside no seu país de origem. Companheiro de Messi na seleção, Di Maria, hoje com 31 anos, deixou o país aos 19 anos, assim como Dybala. O jogador da Juventus passou menos tempo fora por ser mais novo - tem 25 anos.

Entre os craques da Seleção Brasileira a situação é parecida. Dos jogadores analisados pelo Extra, Daniel Alves é o que está longe do Brasil há mais tempo. Ele saiu do Bahia aos 19 anos e, hoje aos 36, joga no Paris Saint-Germain, tendo passado por Sevilha, Barcelona e Juventus.

Philippe Coutinho partiu para a Europa em 2013, aos 18 anos, o que já faz oito anos. Gabriel Jesus está fora do país há dois anos, quando foi vendido ao Manchester City.

Os craques uruguaios Suárez e Cavani também não jogam no país de origem há um bom tempo: 13 e 12 anos, respectivamente.