Futebol

'Deus' do futebol, Maradona teve vida e carreira marcadas por genialidade e polêmica

Diego Armando Maradona morreu aos 60 anos nesta quarta-feira (25)

Redação iBahia
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Um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, Diego Armando Maradona morreu aos 60 anos nesta quarta-feira (25), após sofrer um mal súbito. No início do mês, o argentino já havia preocupado os fãs ao passar por uma cirurgia para a retirada de um hematoma subdural. Inicialmente, a internação aconteceu às pressas por causa de uma anemia, e assim foi descoberto a pequena hemorragia. O ex-jogador recebeu alta no último dia 12.

A grandiosidade de Maradona fazia ele ser comparado a Deus por muitos argentinos e apaixonados por futebol. Sobre isso, ele dizia: “Deus é Deus e eu sou simplesmente um jogador de futebol”. Diego Armando Maradona nasceu no dia 30 de outubro de 1960. 

Foto: Divulgação

Maradona atualmente treinava o clube Gimnasia y Esgrima La Plata. Campeão mundial pela Argentina em 1986, o ex-jogador sempre chamou atenção pela genialidade dentro de campo, pelo posicionamento fora dele e por sua relação com o álcool e as drogas.

Como jogador, Diego defendeu a seleção argentina em 91 jogos e disputou quatro Copas do Mundo – 1982, 1986, 1990 e 1994. Em clubes, Maradona é ídolo do Boca Juniors, para onde foi transferido após iniciar a sua trajetória no Argentinos Juniors. Ele nunca escondeu que o Boca era seu time do coração.

Fora do seu país de origem, Maradona atuou com as camisas do Barcelona, da Espanha, e Napoli, da Itália. Neste segundo, fez história conquistando o título italiano e virou ídolo dos torcedores do clube napolitano. 

Maradona também defendeu o Sevilla e Newell’s Old Boys. Antes de encerrar a carreira, retornou ao Boca Juniors se aposentando em 1998. 

Ao todo, o ex-jogador disputou 676 partidas e marcou 345 gols em 21 anos de carreira. 


“Mão de Deus”

As polêmicas envolvendo Maradona não são poucas. Dentro das quatro linhas, a mais emblemática é justamente na Copa do Mundo de 1986, na qual a Argentina sairia campeã. 

Nas quartas de final contra a Inglaterra, Maradona, aos seis minutos do segundo tempo, fez um gol de mão que acabou sendo validado pelo árbitro. 

Ao ser questionado sobre o lance após a partida, Diego respondeu que fez o gol um “pouco com a cabeça e um pouco com a mão de Deus”. 

Extra campo

Fora do campo, Maradona por muitas vezes esteve envolvido em polêmicas. O vício de cocaína o acompanhou durante muito tempo. Em 1991, por exemplo, durante sua passagem gloriosa pelo Napóli, o argentino foi suspenso 15 meses após o exame antidoping constatar o uso da droga.

Na Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994, Maradona, após a partida da Argentina contra a Grécia, na qual havia marcado um golaço, foi pego no antidoping e encerrou assim sua história nas Copas. 

O vício levou Maradona à prisão em Buenos Aires. Na ocasião, ficou uma noite detido e foi liberado ao pagar fiança de U$ 20 mil.

Além das drogas, Maradona chegou a se envolver com a máfia em Nápoles, mas, segundo ele, era “apenas para sua proteção”.

Em 2000, chegou a sofrer um ataque cardíaco por conta de uma overdose em um resort em Punta Del Este, no Uruguai. 

Política

Maradona sempre se posicionou politicamente. Nunca escondeu sua preferência pela esquerda e fez amizade com importantes líderes mundiais como Vladimir Putin e Fidel Castro. 

Tinha uma tatuagem de Che Guevara, líder da revolução cubana.