Esportes

Douglas, Paulinho e Rayssa: atletas fogem do 'padrão' e viram 'xodós' dos brasileiros

Até então, no primeiro dia oficial de Olimpíadas, esses são os três personagens do Brasil nos Jogos

Cláudia Callado (claudia.callado@redebahia.com.br)

Um jogador de vôlei gay. Um jogador de futebol praticante do candomblé. Uma skatista de apenas 13 anos. Até então, no primeiro dia oficial de Olimpíadas, esses são os três personagens do Brasil nos Jogos. Muito mais - por enquanto - pelo que fizeram foram da quadra, do campo ou das pistas. Ao fugirem dos padrões, Douglas Souza, do vôlei, Paulinho, do futebol, e Rayssa Leal, do skate, viraram "xodós" da torcida.

Foto: Reprodução / Instagram

Douglas Souza conquistou o país em poucos dias. Apesar de já ser campeão olímpico - esteve no grupo medalhista de outro no Rio-2016 -, a fama, digamos, nacional veio nesta Olimpíadas. Desde que chegou à Tóquio, o jogador de vôlei só vem conquistando mais e mais seguidores. Até a manhã desta sexta-feira (23), eram 1,6 milhões de usuários do Instagram seguindo o atleta. Há uma semana, ele tinha pouco mais de 230 mil. 

Douglas já ganhou a alcunha de "influencer olímpico". Foi chamado pelo ex-BBB João Luiz de "Juliette das Olimpíadas", uma referência ao fenômeno da campeã do BBB 21 nas redes sociais. O jogador de vôlei já foi contratado pela agência especializada em marketing de influência que tem Preta Gil como sócia.

Assumidamente gay, o ponteiro se orgulha de de levantar a bandeira LGBTQIA+. Nos stories, ele dupla Pabllo Vittar, já sambou na cama Olímpica de papelão - e quase quebrou - e já prometeu fazer um "vestido" de edredom na cerimônia de abertura.

Gol para Exu

Foto: Reprodução / Instagram
Paulinho, meia-atacante da Seleção Brasileira de futebol, tem levantado o debate sobre intolerância religiosa em um meio em que os católicos e evangélicos predominam. Carioca, o atleta do Bayer Leverkusen, da Alemanha, é praticante do candomblé e filho de Oxóssi. 

Na estreia da Seleção Brasileira nos Jogos, vencida por 4 a 2 diante da Alemanha, Paulinho fez o quarto gol. E comemorou fazendo o símbolo de uma flecha, uma referência ao orixá. Na mitologia iorubá, Oxóssi é o orixá que mata a miséria e a fome com sua flecha.

Em depoimento escrito ao site Players Tribune, Paulinho contou que a relação com o candomblé surgiu através da família. "É algo que passa de geração para geração. Tenho muito orgulho da minha religião".

Fadinha

Foto: Reprodução / Instagram
Imagine ser uma das melhores no que você faz com apenas 13 anos? É o caso de Rayssa Leal, a "fadinha" brasileira. A maranhense prodígio no skate é a brasileira mais nova a participar dos Jogos Olímpicos. 

No Mundial de Skate Street, em Roma, na Itália, Rayssa ficou com a medalha de bronze, à frente inclusive de outras brasileiras que são cotadas para conquistar uma medalha em Tóquio, Pamela Rosa e Letícia Bufoni.

A fofura de Rayssa tem conquistado os internautas nas redes sociais. Ela abriu uma conta no Twitter e no Instagram vem ganhando milhares de seus seguidores, interessados pelos stories divertidos da atleta. 

A espontaneidade da "fadinha" tem ganhado o coração de muita gente. Ela já ganhou a torcida de famosos como Juliette e da conterrânea Thaynara OG. Um vídeo de Rayssa, em 2015, quando tinha apenas sete anos, conhecendo a ídola Letícia Bufoni, viralizou nas redes recentemente. Hoje, elas estão juntas em Tóquio.