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Dybala volta a testar positivo para coronavírus após estar 'curado' da doença

O caso é raro e o anúncio foi feito por Oriana Sabatini, namorada do jogador, em suas redes sociais

Agência O Globo

Mesmo após ser considerado "curado" do novo coronavírus, o atacante da Juventus, Paulo Dybala, voltou a testar positivo para a doença. O caso é raro e o anúncio foi feito por Oriana Sabatini, namorada do jogador, em suas redes sociais.

"Em 21 de março, meu namorado e eu fizemos um teste e o resultado foi positivo [para o coronavírus]. Três dias atrás eu fiz outro teste, que deu negativo. Agora, pela manhã, fiz outro, que deu positivo: portanto, ainda estou com o Covid-19. Quase não temos sintomas. Nos sentimos muito bem", explicou.

O caso de Dybala envolve uma incerteza da a comunidade científica pois não é possível cravar se uma pessoa pode contrair o coronavírus duas vezes. Neste caso, existe a possibilidade de o teste que deu 'negativo' para o atacante ter sido inconclusivo ou os anticorpos do jogador não terem imunizado totalmente o corpo durante a recuperação.

"Não sei como funciona e por que foi negativo e depois positivo. Ouvi dizer que pode ser um falso negativo. Isso prova o quão pouco sabemos sobre o vírus. Achamos que fomos infectados pelo contato do meu namorado com seu parceiro (Daniele Rugani, da Juventus) que deu positivo. Isso seria errado, porque os 15 dias teriam passado e não faria sentido continuar", completou Oriana.

Dybala foi um dos três jogadores da Juventus a testar positivo para o vírus, ao lado do zagueiro Daniele Rugani e do meia Blaise Matuidi, campeão mundial com a França em 2018. Jogadores de outros clubes da Série A também testaram positivo.

– Tive fortes sintomas, mas hoje estou muito melhor – disse Dybala, de 26 anos, ao canal de televisão da Juventus:

– Agora, eu posso me mover, andar e tentar me exercitar. Alguns dias atrás, quando tentei fazer essas coisas, tive dificuldades para respirar. Meus músculos doíam.

O Campeonato Italiano está suspenso, assim como todas as competições europeias, seguindo a determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS).