Copa 2018

Em partida sem Salah, Uruguai sofre para bater Egito por 1 a 0

Com lesão no ombro, craque africano viu o jogo do banco de reservas

Sérgio Luz, da Agência O Globo
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Pouco inspirado, o Uruguai sofreu para romper a bem armada defesa do Egito e vencer a seleção africana por 1 a 0, com gol de cabeça do zagueiro Giménez no final do segundo tempo. Com boa atuação do goleiro Elshenawy, o Egito sentiu a falta de seu principal craque, o atacante Salah, do Liverpool, que ficou os 90 minutos no banco de reservas, ainda em recuperação pela lesão sofrida no ombro na final da Champions League, contra o Real Madrid.

Nos minutos iniciais no Central Stadium, em Ecaterimburgo, um Uruguai bem organizado, se defendendo com duas linhas de quatro, tateou o clima do jogo e fez apenas duas finalizações nos primeiros 15 minutos, efetuadas por sua dupla de ataque estelar: uma com Cavani, aos 8, outra com Suárez, cinco minutos depois.

Com a partida truncada no inicío, em ações intensas porém leais no meio campo, o Egito deu seu primeiro chute a gol só aos 13 minutos, numa finalização fraca de Mahmoud "Trezeguet" Hassan — que fez ótima temporada pelo Kasimpasa, da Turquia, emprestado pelo Anderlecht —, que leva o apelido por sua semelhança física com ex-atacante francês David Trezeguet.


A partir dos 20 minutos do primeiro tempo, o Uruguai passa a dominar as ações e pressionar mais o Egito. Após um cruzamento, Suárez pega mascado na bola, de canela, e perde um gol debaixo da trave, chutando pela rede lateral de Elshenawy, um dos cinco jogadores do Al-Ahly que foram escalados como titulares.

Bem organizado num 4-2-3-1, com uma dupla de zaga entrosada formada por Gabr e Hegazi — parceiros de defesa do West Bromwich Albion, último colocado da recém-encerrada temporada da Premier League —, e os volantes defensivos Elneny (Arsenal) e Tarek (Zamalek), o Egito subia em avanços esporádicos e comedidos, mas encontrando outra sólida dupla defensiva, dos também colegas de clube Godín e Giménez, que atuam pelo Atlético de Madrid.

Da metade do primeiro tempo em diante, a equipe do técnico Óscar Tabárez passa a controlar mais as ações e sobe suas linhas de quatro do meio campo de seu tradicional 4-4-2 para o lado egípicio, mas sem conseguir criar muito perigo.

No segundo tempo, a seleção uruguaia entra num ritmo mais intenso, criando uma chance clara de gol em jogada de Cavani e Suárez, que finaliza quase na pequena área para defesa de joelho de El-Shenawy, que também pararia um chute de fora da área de Cavani no final do jogo, em espetacular salto de mão trocada.

O ritmo, contudo, logo esmoreceu, e a partida voltou a ficar equilibrada, com as duas seleções jogando de igual para igual.

Insatisfeito, Tabárez então faz duas mudanças no meio-campo, tirando Nández (Boca Juniors) e De Arrascaeta (Cruzeiro), que não estavam em dia inspirado, para a entrada de Sánchez (Monterrey) e Rodríguez (Peñarol).

Na segunda metade da etapa final, o jogo fica mais franco, e tanto o Uruguai quanto o Egito mantêm as defesas bem fechadas e tentam atacar quando possível.

Aos 44 do segundo tempo, quando parecia que o Egito arrancaria um ponto do favorito Uruguai, o zagueiro Giménez subiu ao terceiro andar em cobrança de escanteio para marcar o gol decisivo da partida.

Apesar de ser a maior campeã da história da Copa Africana de Nações, com sete títulos, a seleção do Egito disputa na Rússia apenas a sua terceira Copa do Mundo — as participações anteriores haviam sido na Itália, em 1934 e 1990. Contra o bicampeão mundial Uruguai, e sem a sua maior e única estrela, o time jogou como igual, mas não conseguiu segurar o empate. Agora é esperar e torcer pela recuperação de Salah.